quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Cromos...

PRESIDENCIAIS

CROMO P´RA TROCA

Enviado por Sérgio Ribeiro

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

A bolsa ou...


Hoje não! Doi-me a cabeça.
Enviado por Sérgio Ribeiro

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Pobrezinhos...


COMENTÁRIOS PRIVADOS,

COMENTÁRIOS PÚBLICOS


Estou farto de carpideiras fingidas,uns fazem as leis que colocam as pessoas a passar fome,outros aprovam-nas,depois uns e outros aparecem em público a manifestar compaixão pelos pobrezinhos,como se não tivessem culpa de nada.
O senhor Presidente até diz que o país devia ter vergonha de haver tantos famintos no país.

Pois eu digo-lhe que está enganado sr. Presidente,os políticos é que deviam ter vergonha pela situação em que colocaram o país e o país devia ter vergonha dos políticos que tem.



(Marracho) in Calçadão de Quarteira.



Sérgio Ribeiro

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

José Régio


Soneto quase inédito

Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.

Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.

E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,

Também faz o pequeno "sacrifício"
De trinta contos - só! - por seu ofício
Receber, a bem dele... e da nação.

JOSÉ RÉGIO Soneto escrito em 1969.

Tão actual em 1969, como hoje...
E depois ainda dizem que a tradição já não é o que era!!!

Manuela Ramos Cunha

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A CRISE MUNDIAL NOS ALIMENTOS...

O FMI e o Banco Mundial, reuniram-se no sábado dia 12-4-2008, em Washington, para discutir o problema da inflação ou escalada de preços dos alimentos, com 185 ministros da Economia e das Finanças que marcaram presença (no seu encontro semestral habitual) que teve como mote a política alimentar.


O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, e o director do FMI, Dominque Strauss-Kahn, defenderam medidas urgentes para travar o preço dos alimentos que vão subindo e colocam em causa, de imediato, 100 milhões de pessoas no Mundo se a inflação não parar. A situação é grave, porquanto desde 2005 os preços subiram mais de 83%.


As principais causas desta inflação desenfreada deve-se à crise financeira actual e do aumento dos combustíveis que é geral.


A verdade, é que começam a surgir no mundo os primeiros reflexos das alterações climáticas sobre a alimentação devido ás secas nuns lados e enxurradas diluvianas de outros, alterando a produção normal de alimentos, nomeadamente os cereais que sofreram uma diminuição substancial, sendo que os paises mais pobres (onde a fome e miséria já é habitual) serão sempre os mais afectados.


Entretanto os homens vão sorrindo nas suas reuniões (a vida ou negócios corre-lhes bem), e buscam ‘soluções’ preocupando-se mais com o preço dos barris de petróleo do que com o aumento do custo de vida das populações, sendo certo que criaram um sistema que depende muito da extracção desenfreada de crude do fundo da Terra, dia e noite sem parar, sem se saber o que tudo isso pode originar.


Comparo a Sociedade Actual a um cancro mortal que consome a Terra por dentro e se reflecte por fora mostrando sinais duma doença degenerativa em ‘fase terminal’ por tanto consumismo e desregramento.


Para que servirá o dinheiro, vil metal, se não for respeitada a Mãe-Terra que nos sustenta e estamos a degradar ou a desequilibrar com esta forma de Civilização, causando-lhe tanto mal devido a tanta ganância e ambição?

O facto é que os homens falam apenas de ‘Economia’ e se degladiam em lutas políticas cheias de interesses inconfessáveis que visam aumentos da riqueza material, pouco distribuida de resto pois a maior parte é gasta no Orçamento da Defesa de cada Nação, em vez de se utilizar esse dinheiro nos meios necessários para se evitar o pior do que se aproxima - e há muito estavam profetizados - , dias de “grande atribulação”.


Deveriam, pois, preocupar-se os homens com o futuro da Humanidade e parar com suas loucuras no Planeta onde a água e os alimentos poderão ser os novos focos ou motivos de guerras ou dissenções numa luta feroz pela sobrevivência, quiçá se origine uma 3ª Guerra Mundial que poderia ser evitada se houvesse mais luz de inteligência?Infelizmente, pelo rumo que as coisas estão a tomar, só os paises poderosos poderão resistir mais tempo, impondo aos outros os seus interesses egoistas e consumistas onde não pára o Desregramento.


Resta a esperança de certos Acontecimentos na Terra necessários à grande mudança no mundo, de que resultará a tão falada e esperada Nova Era. Certo é que haverá muita dor e aflição, de que perecerá, talvez, no meio de muitas calamidades, uma parte da Civilização...


Tudo poderia ser evitado, se os homens não fossem tão loucos e percebessem que o Mundo, a vida de todos os seres e a Humanidade, fazem parte dum Organismo Vivo que é a Terra (Gaia ou Urântia) que está sendo afectada, cada vez mais nos tempos actuais, e todos sofreremos por isso porque “tudo o que se faz hoje de errado amanhã será somado”...

Fica aqui mais esta dissertação,

Pausa para reflexão!

Rui Palmela (PS:Recebi este e-mail.e entendi,que,nunca é demais lembrar...)
Marylyz


http://comunidade.sol.pt/blogs/marylyz/archive/2008/04/19/643571.aspx

Postagem - Manuela Ramos Cunha

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

TRISTE DILEMA !

A Miséria do Meu Ser
A miséria do meu ser,
Do ser que tenho a viver,
Tornou-se uma coisa vista.
Sou nesta vida um qualquer
Que roda fora da pista.

Ninguém conhece quem sou
Nem eu mesmo me conheço
E, se me conheço, esqueço,
Porque não vivo onde estou.
Rodo, e o meu rodar apresso.

É uma carreira invisível,
Salvo onde caio e sou visto,
Porque cair é sensível
Pelo ruído imprevisto...
Sou assim. Mas isto é crível?

(Fernando Pessoa)



Manuela Ramos Cunha

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Oliveira S. Mateus por uma melhor justiça!


Um ano já passado da eleição do actual executivo, e o balanço da actividade do mesmo, nunca foi tão fácil de fazer. Na verdade, não fosse o respeito que a população de Oliveira S. Mateus nos merece, e seria para nós suficiente, afixar esta singela folha de papel sem nada escrito, e o balanço do trabalho da actual Junta de Freguesia, estava feito, dado que, depois das eleições, nada de relevante se passou nem nada se fez.

Do plano de actividades apresentado pela coligação PSD/CDS versus CSPM, nada para dizer, até porque, quando o mesmo foi apresentado, a CDU manifestou de imediato, tratar-se de um projecto utópico, irrealista e completamente irrealizável, que, em português corrente quer dizer, que existia muita parra, e pouca uva.

Ora, para nós, eleitos da CDU, não houve propriamente nenhuma surpresa na confirmação da inoperância deste executivo, e na ineficácia de execução do plano de actividades para 2010, dado que sabíamos daquilo que são ou não capazes, pois servimos-lhe de “reboque” durante quatro anos, para que o trabalho com maior ou menor dificuldade se fosse realizando, algumas vezes até, à revelia do Presidente da Junta, por isso, até aqui, nada de novo. O que sinceramente nos chateia, é o recurso constante à mentira, ás “fugas para a frente”, ao já habitual, “não sei o que se passa mas vou ver isso”.

Para alem disso, lamentamos a insensatez, a falta de humildade e a falta de respeito deste executivo, pelas regras democráticas. TODAS as questões legitimamente levantadas pela oposição nas Assembleias de Freguesia durante este mandato, não mereceram nunca deste executivo respostas sérias e transparentes, apesar da importância das mesmas, quer para a população quer para a Freguesia.

Das ruas a necessitar de intervenção urgente e absolutamente inadiável (algumas a ficar quase intransitáveis), da rede de saneamento e água, da iluminação etc, nem vale a pena falar, dada a inércia deste executivo. A limpeza da Freguesia, que era o cavalo de batalha do executivo anterior, hoje não passa de uma quimera. Tirando o Centro Residencial, onde o tarefeiro vai passando uma vassoura de vez em quando, o lixo vai-se acumulando por toda a Freguesia, sem que a Junta tome medidas. Nada foi feito, e certamente no futuro com muita pena nossa, pouco se irá fazer, pois S. Mateus não tem um timoneiro capaz de levar o barco a bom porto. Mas, diga-se em abono da verdade, que a culpa não é só do executivo e da sua incapacidade.

Os eleitores de Oliveira S. Mateus, que confiaram e permanentemente confiam o seu voto a esta coligação PSD/CDS, tinham e têm a responsabilidade de pedir contas aos seus eleitos, pelo marasmo da freguesia. Não podem deixar que fique impune, quem prometeu mundos e fundos e acaba por nada fazer. Da nossa parte, CDU, continuaremos a fazer o nosso trabalho, apresentando sugestões ao executivo, e denunciando a falta de ambição, rigor no trabalho e transparência na gestão da nossa Freguesia.

Oliveira S. Mateus, 2010-10-22 A CDU DE OLIVEIRA S. MATEUS
Enviado por Sérgio Ribeiro

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

FUGIR? PARA ONDE?

Subject: Joaquim Letria: FUGIR? PARA ONDE?


Contra-mão



Por Joaquim Letria


SÓCRATES parece aqueles velhinhos que se metem pelas auto estradas em contra-mão, com o Teixeira dos Santos no lugar do morto, a gritarem que os outros é que vêm ao contrário.


De rabo entre as pernas, fartinhos de saberem que estavam errados, não conseguem agora disfarçar o mal que nos fizeram. Ainda estão a despedir-se, agradecidos, do Constâncio, e já dão a mão a Passos Coelho, que lhes jura que conhece uma saída perto e sem portagem.


Estamos bem entregues! Vão-nos servindo a sopa do Sidónio, à custa dos milhões que ainda recebem da Europa, andam pelo mundo fora sem vergonha, de mão estendida, a mendigar e a rapar tachos, tratados pelos credores como caloteiros perigosos e mentirosos de má-fé.


Quando Guterres chegou ao Governo, a dívida pouco passava dos 10% do PIB. 15 anos de Guterres, Barroso, Sócrates e de muitos negócios duvidosos puseram-nos a dever 120% do PIB.


Esta tropa fandanga deu com os burrinhos na água, não serve para nada e o estado do próprio regime se encarrega de o demonstrar. Falharam todas as apostas essenciais. Todos os dias se mostram incapazes. Mas com o Guterres nos refugiados, o Sampaio nos tuberculosos e na Fundação Figo, o Constâncio no Banco Central e o Barroso em Bruxelas, a gente foge para onde?



Enviado por Sérgio Ribeiro

Oliveira S. Mateus!

Oliveira S. Mateus é notícia na blogosfera e nos jornais sempre pelas piores razões



"Afinal, estão vivos!"


( como disse Galileu Galilei ) - "contudo se move"



O núcleo do PS de Oliv. S. Mateus (ou o que resta dele se é que resta) uma vez que o dito núcleo sofreu o seu primeiro revés com a famosa dissidência de AF em 2001. Com o aparecimento do MAF. O actual Presidente da Junta de Freguesia de Oliveira S. Mateus é também parte dessa dissidência. É verdade que o núcleo do PS de Oliv. S. Mateus e o próprio PS concelhio nunca mais se refizeram dessas dissidências. Como um mal nunca vem só, tenho até como « certo » que o actual estado do PS ao nível nacional é já o reflexo desse "estado d’alma". De 2001 até 2009 as dissidências aumentaram. Os dois timoneiros socialistas de Oliv. S. Mateus zangaram-se e apostou cada um deles num candidato perdedor à presidência da comissão concelhia do PS. Por isso, é que há quem garanta que é possivél que o Carlos Repente não termine o seu mandato de Presidente da Junta de Freguesia e faça a opção de voltar ao PS, assumir a presidência da cruz vermelha, chefiar as Marchas de S. Mateus ou simplesmente ficar como chofer e cobrador da Feira ou então estão predestinados ao Presidente outra competências no aparelho partidário socialista. É verdade que o MAF se encontra vivo conforme se percebeu com o « rolar da cabeça » do responsável do Centro de Emprego de VNF e, parece que « absorveu o PS concelhio. » Pois, os cargos de relevo são ainda ocupados pelos «mesmos que em 2001 protagonizaram a candidatura contra o PS » O referido núcleo do PS, numa nota à imprensa, faz um balanço negativo do desempenho da Junta de Freguesia, referindo que no actual mandato o executivo ficou parado « por falta de competência e de total desrespeito pela população » os problemas continuam, apesar das promessas. « Denunciam as obras inacabadas e a desorganização na feira, o impasse no Parque do Quinteiro, que está transformado num autêntico aterro, onde todo o tipo de lixos são colocados, ou a ausência de uma intervenção no cemitério há cerca de dez anos. » Denunciam e comparam a freguesia com as freguesias vizinhas no que concerne ao « arranjo dos caminhos e estradas cujas valetas se encontram completamente alagadas e falta de tampas de saneamento, etc., etc.. » Terminam dizendo que o actual executivo engana a população de Oliveira S. Mateus. Ora, os jovens socialistas eleitos (porque são jovens) e, por essa razão, não tem memória histórica nem o apoio dos militantes « históricos » do núcleo do PS de Oliv. S. Mateus, não se lembram, não sabem ou não lhes disseram que à dez anos o executivo era socialista e que à nove anos o executivo era do MAF (aquele movimento) e que em 2005, 2009 e actualmente parece que ainda « absorve o PS concelhio e quiçá local. » Não vos disseram que foram afastados da área do poder há nove anos e que em 2009 viram reduzido o número de eleitos, passaram de segunda força política para última, na Assembleia de freguesia. Não vos disseram também que à dez anos foram impedidos de ligar à rede de águas pluviais uma caixa da rede de esgotos que um senhor importante pretendia que se fizesse e que o Carlos Repente estava de acordo que a ligação se fizesse . Não vos disseram que foi vendido um tractor que era propriedade da Junta de Freguesia e se passou a alugar o do Sr. Sousa e que o pagamento destes alugueres se fazem por via da sobre-facturação de gasóleo, ou ainda que o Sr. Sousa não passa recibo das importâncias que lhe são pagas pelos serviços prestados quer na sua actividade de cantoneiro, de varredor da feira ou cobrador da mesma, que é este mesmo Sr. Sousa quem contrata os seus ajudantes para proceder limpeza do recinto da feira, que são efectuadas outra obras cujas despesas com o pessoal também não tem recibo passado. Isto sim são questões que devem preocupar os eleitos, a população de Oliveira S. Mateus e as autoridades. Espero que a população se aperceba desta forma ortodoxa de gerir a coisa pública e faça o mesmo que fez na escola. Feche a Junta a cadeado e nomei uma Comissão para fazer a gestão corrente e se marquem novas eleições.



Sérgio Ribeiro

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Afinal, estão vivos!

Numa nota enviada à imprensa pela concelhia, o núcleo de Oliveira São Mateus do Partido Socialista dá sinais de vida, criticando asperamente a (in)acção da Junta de Freguesia local: a falta de obras e a rebaldaria na gestão da feira, o estado do parque do Quinteiro, o cemitério e as ruas da freguesia são alvo de duras críticas dos socialistas.

É de saudar o reaparecimento daquela estrutura partidária, embora o comunicado distribuído pela concelhia seja completamente omisso quanto à sua composição e à sua equipa dirigente: estaremos a falar de centenas de pessoas, ou de apenas uma? O exercício local da democracia carece de partidos (principalmente os do arco do poder) vivos e actuantes, e a gestão da coisa pública em Famalicão de uma oposição atenta aos pecados da governação laranjazul.


(Carlos de Sá in o blogue povo.famalicense)
Enviado por Sérgio Ribeiro

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

JOSÉ RÉGIO - soneto



Afinal, parece-me que aprenderam todos pela mesma cartilha!!!







Soneto quase inédito








Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.


Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.



E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,


Também faz o pequeno "sacrifício"
De trinta contos - só! - por seu ofício
Receber, a bem dele... e da nação.


JOSÉ RÉGIO Soneto escrito em 1969, no dia de uma reunião de antigos alunos. Tão actual em 1969, como hoje...


Enviado por Sérgio Ribeiro

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Carta do avô Abílio para a neta Raquel no dia dos seus 8 anos

Perante os acontecimentos xénofobos que a Europa tem vivido recentemente, entendemos publicar este bonito texto da autoria de Abílio Machado, pedagogicamente dirigido à sua neta, no dia em que esta fez 8 anos de idade.Profundamente afectivo e de leitura fácil, este texto comporta uma grande lição para todos quantos ainda não são capazes de olhar "O Outro" como nosso igual... com as diferenças inerentes à cultura de cada Povo. Olhar "O Outro" sem sobranceria é não só um Dever de cada um de nós... mas também um Direito... um Direito que assiste apenas aos "Grandes"... de formação e de carácter.




23 DE SETEMBRO DE 2010

PARA A MINHA QUERIDA RAQUEL, companheira de aventuras
Hoje não te quero falar de aventuras, de acampamentos, de caminhadas,
de lagoas, de paisagens, de rios de águas quentes…
Hoje vou falar-te de pessoas, de povos, dos povos que povoaram e povoam
o nosso país .

A origem dos povos é um assunto interessante, mas às vezes difícil de entender.

Nós, os Portugueses, quem somos ? De onde viemos? Que outros povos nos criaram?

Portugal e Espanha formam a Península Ibérica . Chama-se assim porque era habita-
da por um povo de guerreiros chamados Iberos .
Além dos Iberos, em Portugal havia também uma tribo de homens valentes e corajosos chamados os Lusitanos .
Estes eram os povos que habitavam o nosso país .

Veio depois um povo de Itália – os Romanos – que nos atacou . Os Lusitanos lutaram
ferozmente contra eles mas perderam : o exército romano era mais forte e venceu.
Os Romanos ficaram aqui anos e anos …
Depois, muitos anos passados, vieram outros povos – os Visigodos e os Celtas .
E por cá ficaram …

Todos estes povos trouxeram coisas novas que nos ensinaram.
Os Romanos trouxeram-nos a língua deles, o Latim. O português que nós falamos
vem do Latim . Ensinaram-nos a fazer estradas e construir pontes : ainda hoje exis-
tem em Portugal muitas pontes e estradas desse tempo .
Os Visigodos construíram aqui lindas igrejas . Já não há muitas para se ver …
Os Celtas eram grandes artistas e artesãos : faziam ricas peças em ouro e cantavam
e tocavam músicas divinas .
Muitos temas de origem celta são cantados ainda hoje pelo nosso povo…

Mais tarde vieram os Árabes. Estes ensinaram-nos muitas coisas.
Plantaram aqui laranjeiras e limoeiros…Ensinaram-nos até a regar as plantas.
Fizeram escolas de filosofia e medicina…
Eram grandes poetas, cantores e instrumentistas.
O adufe é um instrumento árabe e o fado - que é uma canção só cantada em Portu-
gal - é também de origem árabe. Mesmo muitas palavras - como Algarve, azeite - são de origem árabe.

Todos os povos que aqui passaram trouxeram coisas novas, ensinaram-nos novas
técnicas, deixaram-nos a sua língua …
Aprendemos muito com eles . Mas eles também levaram daqui coisas que aprende-
ram conosco .

Porém, do que te queria falar, não era destes povos . Quando estudares história,
verás como é lindo saber como surgiram estes povos e como são diferentes entre si .

Hoje queria falar-te doutro povo : os Ciganos.
E por quê ? Porque outro dia me disseste uma coisa : “ Não gosto dos ciganos”.
E isso deixou-me triste e a pensar … a pensar que a minha neta não gosta dos ciganos
porque não sabe quem eles são, de onde vieram …

Vou-te contar a história deles …

Sabias que eles também têm uma bandeira ? Aí tens a imagem .
Já vais perceber porque é que o símbolo principal é uma roda .
E têm uma língua própria : o romani, embora muitos já não a falem .




Os Ciganos vieram da Índia . Como muitos outros povos, vieram à procura de
novas oportunidades, de novas relações, de novas culturas…
Houve muitos que foram perseguidos e por isso fugiram do seu país.
Por volta do séc. XI, saíram da Índia e começaram a viajar para o Ocidente.
Chegaram ao Irão, Palestina , Turquia e no séc. XII já tinham chegado à Europa.
Terão chegado a Portugal e Espanha no fim do séc. XV.

Estes povos são chamados povos “nómadas”. O que é isto ?
São povos que não têm casa fixa, como nós. Como não têm casa, estão sempre a
viajar e assim passam de país para país …
Viajam, como muitos ainda hoje fazem, em carroças, puxadas por cavalos…
Percebes agora porque o símbolo da bandeira é uma roda …
Nelas trazem tudo o que têm : panelas, roupas, os filhos…
Nem sempre estas viagens corriam bem, nem sempre eram bem recebidos pelos
outros povos…
Em muitos países foram mesmo perseguidos, mortos e expulsos…
Diziam estes povos que os Ciganos roubavam e vendiam o que roubavam.
Também os acusavam de rogar pragas e ler a sina…
De facto, os Ciganos dedicavam-se a comprar e vender cavalos, faziam cestos
de vime e artigos de latoaria …

São povos muito pobres, viviam a mendigar, não iam à escola…
Os Ciganos mais velhos não sabem ler nem escrever.

Mas as coisas estão a mudar…
Muitos Ciganos hoje já não andam de terra em terra, como antes…
Como têm muito jeito para o comércio, os Ciganos andam de feira em feira
a vender tecidos e sapatos … Já não andam de carroça. Hoje andam em carrinhas e muitos têm já casas onde morar.
Por isso, começaram a ver que era importante mandar os filhos para a escola.
Lá aprendem coisas novas e brincam com meninos não-ciganos…
Mesmo assim, os pais ainda não deixam as meninas ciganas ir à escola…

Os Ciganos são um povo com muitas qualidades. São bons artistas : cantam e dançam muito bem . Os meninos aprendem a cantar e dançar desde pequenos…
Têm muito jeito, como já te disse, para o comércio. Às vezes, como todos os co-
merciantes, também enganam as pessoas…
São um povo muito unido e solidário : quando um deles está doente, vai a família
toda visitá-lo e esperam à porta do hospital que ele fique curado…
São amigos das pessoas que gostam deles… e têm um grande respeito pelas pes-
soas mais velhas da família.
É verdade que às vezes são um pouco agressivos e zangam-se; é verdade que às vezes não tomam banho e cheiram mal… Ainda não têm hábitos de limpeza, como
nós…
Há ainda hoje muitos Portugueses que não tomam banho com frequência. Nem por isso deixamos de gostar deles .

Estou a terminar .
Gostaria que a partir de agora pensasses : a todos os povos podemos ensinar e com todos podemos muito aprender . SE SOMOS DIFERENTES, SOMOS MELHORES .

Texto de Abílio Machado

Enquanto avó da Raquel, é com um indescritível orgulho que partilho todas as palavras que o avô Abílio tão sabiamente lhe dirigiu. Estou certa de que todas elas seriam abraçadas sem hesitação pelo Bisavô, autor deste Blog, que, em sua homenagem, temos tentado manter activo... modestamente.
PARA TI, MINHA QUERIDA NETA, DAQUI DE FREIXO DE ESPADA À CINTA UM BEIJO DO TAMANHO DO MUNDO.
Avó Lua

É fazer a conta







é fazer a conta
Faço parte desse grupo de um milhão de pessoas que no início do mês de Setembro recebeu uma carta da Segurança Social. Nela, sou convocada a fazer prova da minha condição de recursos entre os dias 10 e 30 deste mês. No meu caso, o que está em causa é manter ou perder os 22,59 euros que recebo de abono de família.

A minha primeira estranheza surgiu quando li nessa carta que «as provas são, obrigatoriamente, efectuadas no sítio da Internet da Segurança Social» (bold no original). Dei comigo a pensar que não só ninguém pode ser obrigado a saber usar a internet, como também me parece que quem recebe prestações sociais, como o subsídio de desemprego ou o rendimento social de inserção, não terá propriamente como prioridade investir numa ligação à rede. Mas isto, evidentemente, sou só eu a pensar.

Obedientemente lá acedi ao tal sítio da internet e, segunda estranheza, estava fora de serviço com o seguinte recado: «O acesso ao Sistema está temporariamente indisponível, devido a este facto não será possível a consulta de alguns serviços».
Voltei a tentar uns dias depois e, estando o site a funcionar, deparei-me com uma nova dificuldade. A determinada altura pedem-me que especifique o montante do saldo das contas bancárias do meu agregado familiar no dia 31 de Dezembro de 2009. Além de, evidentemente, não fazer a mínima ideia de qual era o saldo das contas nessa data específica, também não percebia se se referiam a contas à ordem ou a contas poupança ou às duas. Se calhar é uma dúvida parva, mas pronto, eu cá não estava capaz de chegar lá sozinha.
Li novamente a carta recebida e descansei porque percebi que os serviços tinham acautelado a possibilidade de existência de dúvidas, o que, além do mais, prova que ter dúvidas é legítimo. «Em caso de dúvida, ou para qualquer esclarecimento, pode telefonar para o centro de contacto VIA SEGURANÇA SOCIAL [maiúsculas carregadas no original] pelos seguinte números: 808 266 266 (das 8h00 às 20h00, dias úteis, e a partir do dia 1 de Setembro das 8h00 às 22h00». Pois, o problema é que tendo telefonado neste horário, o serviço estava indisponível.
Hoje andei de banco em banco a pedir os extractos das contas do meu agregado familiar em 31 de Dezembro de 2009. E, claro, esta indispensável informação tem um preço. Na CGD, por exemplo, vale 4.81 euros (+IVA). Oooops... lá se foi uma prestação do abono!
Ontem, as notícias davam conta de que os beneficiários das prestações sociais tinham entupido os serviços da Segurança Social, ou porque não percebiam o que lhes era pedido, ou porque não tinham internet, ou porque não conseguiam aceder ao site, enfim, cada qual com os seus dramas. Ou seja, muitas destas pessoas estavam a perder um dia de trabalho. Oooops... lá se foram mais uma ou duas prestações do abono!
Entre o tempo perdido a aceder a um site que não funciona e a tentar esclarecer as dúvidas numa linha de atendimento que está indisponível, os extractos bancários que é preciso pedir e pagar, as filas que há a enfrentar, duas ou três das prestações mensais que recebo são consumidas neste processo.
Os bancos, esses é sempre a embolsar. Mas serão os únicos? Eu pergunto-me é quanto poupará o Governo com esta operação? Quantas pessoas vão ser excluídas das prestações sociais a que têm direito por não terem sido capazes de aceder à internet, de compreender o que lhes era pedido e de terem resolvido a questão dentro do prazo estabelecido?
É que a carta é igualmente clara para estas situações: «Se não prestar essas provas as prestações serão suspensas» e «As falsas declarações têm como consequência a inibição do acesso, durante 2 anos, às Prestações Familiares, ao Rendimento Social de Inserção, ao Subsídio Social de Desemprego, bem como aos Subsídios Sociais de Protecção na Parentalidade» (negrito no original). Por isso, inventar está fora de questão. Ao cêntimo, se faz favor.
Como dizia o outro, é fazer a conta.

Andrea Peniche in Maioria relativa e visto no http://macloule.blogspot.com/
Sérgio Ribeiro

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Quero regressar à normalidade!


Quero regressar à normalidade
por João Carvalho in o blogue delitodeopiniao



Tive sempre muita dificuldade para encarar as médias absurdas para se entrar em determinados cursos superiores essenciais, como o de Medicina, mas confesso que é a primeira vez que assisto ao ingresso de alunos com médias negativas em cursos que devem conceder licenciaturas ao domingo.


Este sítio onde se fala de "exigência" à exaustão não é no meu planeta.



Tenho de arranjar maneira de deixar esta terra cheia de cursos superiores, como os de Guias da Natureza, de Plantas Aromáticas, etc., e ver se regresso ao meu planeta, que era um lugar com cursos normais e exigências normais para gente normal.



Tirem-me daqui.


Adenda -- Nem tudo é mau.



Por falta de candidatos, não vão em frente os cursos superiores de Motoristas de Táxi, de Bolos de Casamento, de Alimentadores de Formigas e de Línguas Técnicas.



Postado por Sérgio Ribeiro

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Poema !




fernando pessoa








"Um dia a maioria de nós irá separar-se.

Sentiremos saudades de todas as conversas atiradas fora,

das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos,

dos tantos risos e momentos que partilhámos.



Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das

vésperas dos fins-de-semana, dos finais de ano, enfim...

do companheirismo vivido.



Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.


Hoje já não tenho tanta certeza disso.

Em breve cada um vai para seu lado, seja

pelo destino ou por algum

desentendimento, segue a sua vida.



Talvez continuemos a encontrar-nos, quem sabe... nas cartas

que trocaremos.

Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices...

Aí, os dias vão passar, meses... anos... até este contacto

se tornar cada vez mais raro.



Vamo-nos perder no tempo...



Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e

perguntarão:

Quem são aquelas pessoas?

Diremos... que eram nossos amigos e... isso vai doer tanto!



- Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons

anos da minha vida!



A saudade vai apertar bem dentro do peito.

Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...



Quando o nosso grupo estiver incompleto...

reunir-nos-emos para um último adeus a um amigo.

E, entre lágrimas, abraçar-nos-emos.

Então, faremos promessas de nos encontrarmos mais vezes

daquele dia em diante.



Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a

sua vida isolada do passado.

E perder-nos-emos no tempo...



Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não

deixes que a vida

passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de

grandes tempestades...



Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem

morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem

todos os meus amigos!"


Fernando Pessoa



"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram,

mas na intensidade com que acontecem

Por isso existem momentos inesquecíveis,

coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis"


Fernando Pessoa


Postagem : Lena Cunha

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Crónica de Baptista Bastos


Por nos parecer da maior relevância, no contexto actual, entendemos postar esta crónica de Baptista Bastos... para que reflictamos... tenhamos espírito crítico... sejamos reivindicativos e capazes de promover a mudança.

O País não pode continuar a deixar-se matar... para satisfazer interesses escuros... e concentrados nos poderosos.

A desgraça que nos não abandona

Portugal tratou sempre mal os portugueses. "País padrasto, pátria madrasta", escreveu João de Barros, o imenso autor das "Décadas." Poucos ou ninguém o lêem. No entanto, Barros é um dos maiores entre os maiores. As "Décadas" contêm tudo o que é género literário, numa cosmovisão absolutamente invulgar. Foi maltratado, como os portugueses maiores. As classes dirigentes nunca apreciaram quem as superasse, em inteligência, prospectiva e sonho. Camões morreu cheio de fome, desprezado pelos que mandavam e pelos que obedeciam cegamente. O poeta era tido como um vagabundo, depois de ser considerado um arruaceiro e um brigão sem emenda.

"Vais ao paço, pedir a tença / e pedem-te paciência", retratou-o Sophia, com o coração feito lágrimas, num dos grandes poemas consagrados a Camões. As classes dirigentes desdenham-nos. E nós vamo-las enriquecendo. Éramos menos de um milhão quando o alvoroço da aventura, mas, também, a fome, nos embarcou em cascas de nós. Heróis escorbúticos sem eira e de pouco beira, porém com uma valentia que, hoje, nos causa espanto.

Fomos por aí fora e fizemos um leito de nações. Dormimos com a preta, com a parda, com a chinesa, com a índia, com tudo o que era mulher e saciasse a nossa sede de sexo, de calor humano - de rações, por escassas que fossem, de ternura e de braços nos abraços. Mal ou bem, pertencemos a esta estirpe: guerreiros e santos, mais guerreiros do que santos, caldeámos o ser na violência, na malandrice e na poesia.

Aqueles que sempre nos destrataram, têm-nos enviado, ao longo dos séculos, para paragens longínquas, a fim de defender "a pátria." Não era a pátria que defendíamos: eram as roças dos outros, os interesses dos outros, a fortuna dos outros. Nem, sequer, com a glória ficávamos.

Dependuravam-nos, e nos peitos dos pais cujos filhos haviam morrido sem saber rigorosamente porquê, umas medalhas absurdas, e davam-nos uns abraços sem honra, nem grandeza nem glória. Fizemos, em todas as áfricas onde estivemos, o que se faz nas guerras: matámos, estropiámos, cometemos barbaridades inconcebíveis. E fomos mortos, estropiados, perdemos o viço da juventude. Para quê?

Depressa nos esquecemos dessa saga de misérias. E, até, desprezámos aqueles que tinham lá estado, ou esquecemos os mortos que lá tinham permanecido, os nomes perdidos, as idades perdidas, as vidas perdidas. Portugal trata mal os portugueses. Os portugueses são os primeiros a tratar mal os portugueses. Portugal não é uma entidade abstracta: somos nós todos, naturalmente uns com maiores responsabilidades do que outros.

Não nos gostamos, essa é que é essa. O despeito, a inveja, o ciúme conduz a tudo o que há de pior no ser humano. E o português médio possui uma razoável dose daquelas maleitas. É endémico. E as coisas estão cada vez piores. Reparem no caso Saramago. Odiavam-no porque era famoso, rico, e não escondia as opções morais e ideológicas que o tinham formado. As reticências repugnantes que certos articulistas (para já não falar em políticos) apõem à obra do grande escritor são pequenos indícios da nossa pequenez. Disseram tudo do homem, chegaram a entrar na intimidade e nas decisões de carácter particular por ele tomadas. Mentiram, caluniaram descaradamente. Dois medíocres assanhados chegaram, um a impedir que fosse candidato a um prémio europeu; outro a promover a ideia tolíssima de se lhe retirar a nacionalidade.

É gente deste jaez e estilo que nos tem governado, séculos e séculos a fio. Contra esta imbecilidade generalizada, com um esforço inaudito e enorme desperdício de energias se têm oposto todos aqueles que, através da palavra e dos actos, têm, realmente, desenhado a fisionomia cultural, ética e moral do País.

E chega a ser confrangedor o nível das elites actuais. Tenho assistido, através das televisões, a parte das sessões que o PSD tem promovido, como cursos de verão, em Castelo de Vide. É mais do mesmo. Surpreendente é o facto de Marcelo Rebelo de Sousa ter considerado como "social-democrata" a política de Pedro Passos Coelho. Não sei, gostaria de saber, se a história da social-democracia europeia figura naqueles cursos. Acaso um ou dois preopinantes saiba do assunto. Nem lhes interessa dilucidar o problema. É nesta "pérfida embrulhada", para citar outro português maior, Jorge de Sena, que vamos sobrevivendo. Omissão, mentira, embuste, cambalhotas intelectuais. E não é apenas José Sócrates o paladino destas tropelias.

Há, claramente, uma escassez de pedagogia. Um afã doentio do poder pelo poder. Um inquieto corrupio pela expectativa da nova distribuição de prebendas. Eles não se interessam por nós. Temos de fazer com que eles entendam que estamos cansados de os aturar. E temos, nós próprios, de entender que há alternativas a esta desgraça que nos não abandona.

Baptista Bastos , in Jornal de Negócios

Postagem: Lua Cunha

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Discurso Barroso!


Discurso
Barroso promete nova taxa sobre actividade financeira

A taxa sobre actividades financeiras está na agenda do Ecofin.
Luís Rego em Bruxelas 07/09/10 08:58

Durão Barroso fez hoje o primeiro discurso do estado da união, no Parlamento Europeu.
No seu discurso, o presidente da Comissão anunciou que vai apresentar nos próximos meses propostas para proibir as vendas a descoberto (‘naked short selling') e políticas de prémios injustificados, bem como propor uma taxa sobre as actividades financeiras. A taxa sobre actividades financeiras está hoje em discussão no ecofin, e pretende tributar os lucros anormais dos bancos. Isto além do imposto à banca, para financiar um seguro para futuras crises, que será calculado em função do passivo dos bancos.
(Notícias net)
Manuela ramos Cunha)

Festa do Avante 2010


"Avante" 2010: Com balanço "extremamente positivo"...
Jerónimo de Sousa disse ontem, no discurso de encerramento da Festa do “Avante”, que “o PS e o PSD têm uma aliança escondida”.
Miguel Madeira, da DORBE do PCP, fez um balanço “extremamente positivo” da 34ª edição da "Festa", quanto à “participação, reforço do ideal e projecto comunistas” e propostas do seu partido para o País.
Jerónimo de Sousa, secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP) protagonizou ontem, o discurso de encerramento da Festa do “Avante”, com palavras de denúncia contra “os problemas do País”, críticas ao “Partido Socialista (PS)” e ao “Partido Social-Democrata (PSD)” e com propostas, “contra o desemprego e a precariedade”, ao referir que o seu partido “vai apresentar, a breve trecho, um programa de combate a estes dois flagelos”. Os “manuais escolares”, a concretização de “um banco de terras” e “apoios sociais a incluir no Orçamento de Estado 2011” também foram avançadas como questões fulcrais para o PCP nos próximos meses.
O reforço do Partido Comunista Português foi relevado por Jerónimo de Sousa, ao frisar que o seu partido registou, no último ano, “um aumento de 1200 militantes, com menos de 40 anos”.
Neste encontro com os “milhares” de militantes e simpatizantes do PCP que marcaram presenta na Quinta da Atalaia Amora-Seixal, o secretário-geral fez questão de dizer que “infelizmente a crise que se vive no País e no Mundo está longe de ser ultrapassada“ e que “o Partido Socialista (PS) e o Partido Social-Democrata têm uma aliança escondida, porque os socialistas anunciaram perante as eleições mais apoios sociais e a recuperação económica do País e um ano depois assistimos a recuos significativos nestas áreas e verificamos que o Governo conta com a conivência dos social-democratas”.
Miguel Madeira, da Direcção da Organização Regional de Beja (DORBE) do PCP, fez um balanço “extremamente positivo” da 34ª edição da Festa do “Avante”, quanto à “participação, reforço do ideal e projecto comunistas”, assim como, das propostas que o seu partido apresentou para o País, realçando alguns dos aspectos que considerou fundamentais no discurso de Jerónimo de Sousa. “O programa para a incrementação da produção nacional, o apoio a Francisco Lopes, na corrida à presidência da República e a confiança no futuro” são “alguns dos aspectos a relevar”, referiu.
No discurso de encerramento da Festa do “Avante” 2010, o secretário-geral do PCP deixou também palavras de esperança ao assegurar que “é possível resistir e construir a terra sem amos de que fala a Internacional” e afirmou, igualmente, que o seu partido “vai tentar travar a ofensiva do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), através do combate ao Orçamento de Estado para 2011”, que vai estar na rua “a participar na jornada de luta da CGTP marcada para o dia 29 deste mês”, assim como, “na Avenida da Liberdade, em Lisboa, no dia da Cimeira da NATO”.
(notícias net)
Manuela Ramos Cunha

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Vítimas temem pelas suas vidas depois da sentença


Casa Pia
Vítimas temem pelas suas vidas depois da sentença
por FILIPA AMBRÓSIO DE SOUSA (Hoje - Segunda-feira 06 Setembro 2010)

As palavras de Manuel Abrantes e de Carlos Cruz estão a deixar alguns dos ex-casapianos com medo. O ex-provedor adjunto diz que vai fazer uma verdadeira "caça ao homem".
As vítimas do processo Casa Pia - que sexta-feira ouviram a sentença com muito "alegria" - temem agora pelas suas vidas e pela sua integridade física. A garantia é dada ao DN pelo advogado e ex- -casapiano Pedro Namora. "Os jovens estão com medo de serem vítimas de agressão por parte dos arguidos", diz o advogado. Isto logo a seguir às palavras ditas por alguns arguidos - nomeadamente Manuel Abrantes - depois da leitura do acórdão, entendidas pelos jovens como "ameaças". "As palavras de alguns arguidos e a reacção às condenações, como a de Carlos Cruz, está a assustá-los", diz Pedro Namora.
Contactado pelo DN, Álvaro de Carvalho, o psicólogo que trabalhou na Casa Pia de Lisboa (CPL ) até há dois anos e que sempre acompanhou a maioria das vítimas deste processo, defendeu que há, de facto, jovens que "me deixam preocupado e cuja estabilidade emocional não é semelhante a outros". Um deles - que esteve presente na sessão de julgamento -, mas na assistência, encontra- -se "numa fase muito difícil".
Logo após a leitura da decisão final por parte de Ana Peres, alguns arguidos - revoltados com o que consideraram penas pesadas - ameaçaram que, a partir de agora, a sua atitude ia ser outra. O mais duro, Manuel Abrantes, ex-provedor adjunto da Casa Pia de Lisboa, condenado a cinco anos e nove meses de prisão efectiva, defendeu que, "a partir de agora, a minha atitude vai ser outra. Sempre me comportei muito bem com este tribunal, agora vou deixar de o fazer", disse à saída do Campus de Justiça. "E alertou: vou agora fazer uma verdadeira caça ao homem a quem destruiu a minha vida." Os jornalistas ainda insistiriam com o ex-provedor adjunto que concretizasse melhor as suas palavras, mas mais não disse.
O psicólogo Álvaro de Carvalho, em declarações ao DN, defendeu que tem acompanhado os jovens e que chegou a falar com dois deles este fim-de-semana. Lida a sentença, a reacção dos jovens foi de uma "completa serenidade e tranquilidade".
Diz que a hipótese do suicídio - referida há uns meses e durante o processo pelo próprio médico - de alguns deles está praticamente posta de lado. Mas explica que estes "são jovens frágeis e a sua estabilidade emocional não é linear". Nas últimas 48 horas, o psicólogo diz que tem estado a avaliar como está a vida de cada um e a sua organização.
"Ontem o que falei, por exemplo, com Francisco Guerra foi precisamente isso. Ele vai agora escrever um livro e está mais sereno, mais calmo, mais determinado", diz o médico, "o que é bom". Na sessão de julgamento, as sete vítimas de abusos sexuais presentes na sala do 3.º andar do Campus de Justiça deram as mãos no momento em que a juíza presidente lia a decisão final. Os rostos ficaram logo com uma expressão de triunfo e alegria.
Francisco Guerra, 25 anos, uma das vítimas que ao longo destes anos manteve o anonimato e ficou conhecido como o braço direito de Carlos Silvino, deu a cara pela primeira vez. Ontem, revelava que chegou a ser ameaçado por alguns dos condenados e que lhe ofereceram dinheiro para sair do País. O jovem - que hoje tem trabalho fixo - sempre teve o sonho de ser motorista. Há dois anos perdeu quase todo o dinheiro da indemnização que recebera do processo numa licença de táxi falsa. "Vejam bem aquele rapaz já vestido assim", dizia entredentes Carlos Cruz, na última sessão de julgamento "a esta altura já deve ser motorista de algum ministro", dizia em tom irónico.
Tags: Portugal


(notícias net sapo)
Manuela Ramos Cunha

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O dia da decisão!

Casa Pia
Sentença:
18 anos de prisão para Carlos Silvino,
7 anos para Carlos Cruz (SAPO)

A juíza Ana Peres anuncia que Carlos Silvino, conhecido como "Bibi", foi condenado a 18 anos de prisão.
Já Manuel Abrantes foi condenado a 5 anos e 9 meses de prisão.
Jorge Ritto foi condenado a 6 anos e 8 meses de prisão.
Carlos Cruz é condenado a 7 anos,
tal como o médico Ferreira Diniz.
Gertrudes foi absolvida de todos os crimes.


Notícias de última hora - net - 17 horas - sexta-feira do dia 03 Setembro 2010


Será o fim?
Manuela Ramos Cunha

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Porque tarda em chegar a justiça???


(imagem net)


quinta-feira, 2 de Setembro de 2010

Casa Pia: Um mega-processo em números
Milhares de horas de sessões, em 460 sessões em tribunal, deram origem a um "monstro" de papel e registos magnéticos. É o julgamento do processo de abusos sexuais na Casa Pia, que após cinco anos e dez meses chega, finalmente, a uma decisão.
Um verdadeiro "caso de estudo" na Justiça portuguesa - segundo o Conselho Superior da Magistratura - começou a 25 de novembro e 2004 e já passou por quatro tribunais: Boa Hora, Santa Clara, Monsanto e Campus da Justiça.
O estatuto de mega-processo explica números que podem parecer exorbitantes em relação a outros casos: enquanto normalmente o número máximo de testemunhas arroladas para um julgamento é duas dezenas, no processo Casa Pia foram ouvidas 981 pessoas - 920 testemunhas, 32 alegadas vítimas, 19 consultores técnicos e 18 peritos.
Organizadas em 273 volumes e 588 apensos, estão mais de 66 mil folhas que o processo acumulou desde que começaram as investigações, mais de 40 mil das quais acumuladas desde o início do julgamento.
Os dossiês incluem quase dois mil despachos proferidos pelo coletivo de juízes liderado por Ana Peres, a única juiza que trabalha exclusivamente no caso desde o começo, coadjuvada por Lopes Barata e Ester Santos.

A acusação, representantes das alegadas vítimas e as defesas dos sete arguidos fizeram ao longo de quase seis anos mais de dois mil requerimentos de todos os tipos: irregularidade, nulidade, inconstitucionalidade, diligências de prova, protestos, oposições, respostas, recursos e incidentes de recusa.
Quanto a recursos, foram interpostos 168 vezes, 83 dos quais na fase de julgamento.
Para registar tanto tempo passado na sala de audiências e em deslocações a vários dos locais onde alegadamente se praticaram os crimes sexuais de que os arguidos são acusados, foram usados mais de mil cd e 352 dvd, quase mil cassetes áudio e mais de uma dezena de cassetes vídeo VHS.
Para fazer a súmula dos argumentos da acusação nas suas alegações finais, o procurador do Ministério Público, João Aibéo, precisou de cinco dias inteiros. Aibéo começou a alegar na manhã de 24 de novembro de 2008 e aquela fase do processo só terminou no ano seguinte, a 23 de janeiro de 2009.
Em tribunal respondem por vários crimes sexuais o embaixador Jorge Ritto, o ex-motorista da Casa Pia Carlos Silvino, o ex-provedor adjunto da instituição Manuel Abrantes, o médico João Ferreira Diniz, o advogado Hugo Marçal, o apresentador televisivo Carlos Cruz e Gertrudes Nunes, dona de uma casa em Elvas onde alegadamente ocorreram abusos sexuais de menores casapianos.


A leitura do acórdão deste julgamento está marcada para a próxima sexta feira, 03 de setembro, após dois adiamentos.

(Diário Digital / Lusa )
Não há nada como reflectir ...sobre este "grandioso" processo e adivinhar o que está a tardar, ou a falhar e o que vai acontecer com este mistério que já pia há muito!


Postagem Manuela Ramos Cunha

terça-feira, 20 de julho de 2010

José Gil sobre a Democracia Portuguesa


Nota: Clique em cima do artigo para ampliar. Boa leitura!

Postagem extraída do blog "Macloulé" - da responsabilidade de João Martins e gentilmente cedida ao blog Lemma.

Lua Cunha

sexta-feira, 9 de julho de 2010

POEMA DA AUTORIA DE MANUEL CUNHA - 1º PRÉMIO

14º ANIVERSÁRIO da CGTP-IN

C...ATORZE ANOS - VIDA CURTA
G...ERANDO VIDA COMPRIDA!
T...AMBÉM DÁ VIDA QUEM LUTA
P...OR LIBERDADE DA VIDA!..
1º PRÉMIO Outubro fora já bandeira triunfante
que de rubro tingira a luta universal...
E foi de novo Outubro quando agonizante
a besta do fascismo tremeu em Portugal.

Passados iam quarenta e tantos anos
de ditadura fascista e grande repressão...
não se vergara o povo ao terror dos tiranos
e na frente sindical multiplicava a acção.

Corporizando o sonho, organizando a luta
- da História colhendo a lição do essencial -
Ergueu-se determinada, coesa e robusta
a força avassaladora da INTERSINDICAL.

Era Outubro de novo. Com alma renovada
forjava a liberdade um povo inteiro...
Se densa fora a noite rompia a madrugada
nesse mês rubro, no seu dia primeiro.

Foram duras as lutas, nas masmorras o frio!
Ao longo da jornada tombaram cem ou mil...
Mas já nada susteve o caudaloso rio
que rompeu as grilhetas numa manhã de Abril.

Cada povo faz a sua própria História,
para nós Abril é também experiência...
Passemos à frente a fase transitória,
reforçando a unidade, elevando a consciência.

Mantêm-se de Abril conquistas importantes
pela luta tenaz do povo obreiro...
Muito se transformou. Já nada é como dantes,
e não se rende mais um povo inteiro.

Mais fortes e unidos, mais organizados,
Somos Abril sobre chão ainda duro.
Braços bem erguidos, caminhos desbravados,
marchamos firmes rumo ao Futuro.




MANUEL FERREIRA DA CUNHA (MAFERCA)

SINDICATO DOS TRABALHADORES DE TERRA DA MARINHA MERCANTE

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Poeta Alemão Bertolt Brecht!

Pela sua actualidade política e social, entendemos importante a publicação destes poemas do grande poeta e dramaturgo alemão Bertolt Brecht.



Nascido em Augsburgo, em Fevereiro de 1898, Brecht faleceu, em Berlim, em Agosto de 1956.



Perguntas de um Operário Letrado


Quem construiu Tebas, a das sete portas?
Nos livros vem o nome dos reis,
Mas foram os reis que transportaram as pedras?
Babilónia, tantas vezes destruída,
Quem outras tantas a reconstruiu? Em que casas
Da Lima Dourada moravam seus obreiros?
No dia em que ficou pronta a Muralha da China para onde
Foram os seus pedreiros? A grande RomaEstá cheia de arcos de triunfo. Quem os ergueu? Sobre quem
Triunfaram os Césares? A tão cantada BizâncioSó tinha palácios
Para os seus habitantes? Até a legendária Atlântida
Na noite em que o mar a engoliu
Viu afogados gritar por seus escravos.
O jovem Alexandre conquistou as Índias
Sozinho?
César venceu os gauleses.
Nem sequer tinha um cozinheiro ao seu serviço?
Quando a sua armada se afundou Filipe de Espanha
Chorou. E ninguém mais?
Frederico II ganhou a guerra dos sete anos
Quem mais a ganhou?
Em cada página uma vitória.
Quem cozinhava os festins?
Em cada década um grande homem.
Quem pagava as despesas?
Tantas histórias
Quantas perguntas


Bertolt Brecht.


Elogio da Dialéctica



A injustiça avança hoje a passo firme
Os tiranos fazem planos para dez mil anos
O poder apregoa: as coisas continuarão a ser como são
Nenhuma voz além da dos que mandam
E em todos os mercados proclama a exploração; isto é apenas o meu começo
Mas entre os oprimidos muitos há que agora dizem
Aquilo que nós queremos nunca mais o alcançaremos
Quem ainda está vivo não diga: nunca
O que é seguro não é seguro
As coisas não continuarão a ser como são
Depois de falarem os dominantes
Falarão os dominados
Quem pois ousa dizer: nunca
De quem depende que a opressão prossiga? De nós
De quem depende que ela acabe? Também de nós
O que é esmagado que se levante!
O que está perdido, lute!
O que sabe ao que se chegou, que há aí que o retenha
E nunca será: ainda hoje
Porque os vencidos de hoje são os vencedores de amanhã

Bertolt Brecht


Privatizado


"Privatizaram a sua vida, o seu trabalho, a sua hora de amar e o seu direito de pensar. É da empresa privada o seu passo em frente, seu pão e seu salário.
E agora não contentes querem privatizar o conhecimento, a sabedoria, o pensamento, que só à humanidade pertence."


Bertolt Brecht.


O Analfabeto político

"O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo."




Bertolt Brecht.


(foto google) - postagem de LUA CUNHA

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Agora é a doer o jogo!

Infografia: Portugueses vão pagar mais por quase tudo
30 de Junho de 2010, 16:21


Os portugueses vão ter de fazer contas à vida a partir de hoje. Bens essenciais, vestuário, medicamentos, produtos de higiene e outros artigos vão ficar mais caros por causa do aumento de um ponto percentual em todos os escalões do IVA.
- Com o aumento do IVA em um ponto percentual o Governo pretende produzir receitas que entrem directamente nos cofres do Estado. A subida dos impostos, além do IVA o IRS e o IRC também foram aumentados, tem sido uma forma usada por Portugal e por outros países europeus para combater o défice e equilibrar as contas públicas.
Os hipermercados Ldil, Intermarché e E.Leclerc garantiram que o aumento do IVA não vai se reflectir nos preços. Já as lojas Ikea e Fnac afirmaram que os preços dos seus artigos vão reflectir o aumento do imposto.
- O gás natural sobe 3,2 por cento mas este aumento terá diferenças entre as regiões do país. De acordo com ERSE – Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos o aumento na factura é de 29 cêntimos para um lar habitado por um casal com um consumo médio anual de 150 metros cúbicos e de 62 cêntimos para um casal com filhos que consuma 320 metros cúbicos por ano.
- Viajar de comboio, metro, autocarros e transporte fluviais vai ficar 1,2 por cento mais caro. É o primeiro aumento dos transportes públicos desde 2008. Nas áreas metropolitanas do Porto e de Lisboa serão afectados os transportes urbanos e fluviais, este último apenas em Lisboa.
Por exemplo, o bilhete simples do metro de Lisboa e o bilhete Z2 do metro do Porto aumentam 5 cêntimos. Os passes mensais vão ter aumentos de 20 e 25 cêntimos respectivamente.
- As novas regras para o subsídio de desemprego também entram em vigor nesta quinta-feira. De acordo com a nova legislação, o limite para o subsídio de desemprego não pode ultrapassar os 75% do salário líquido recebido e o tempo de trabalho para conseguir o subsídio deve ser de no mínimo 15 meses.
- Ainda por decidir estão as portagens nas SCUT que, se entrarem em vigor a 1 de Agosto apenas no Norte, vão ser mais um gasto a debitar nas carteiras dos portugueses. Os preços já publicados em Diário da República para as três SCUT do Norte variam entre os 50 cêntimos e 4,05 euros.
- Para o próximo ano lectivo, os manuais escolares do ensino básico vão ter um aumento de 1,5 por cento e os do secundário de 0,4 por cento.



Saiba mais:
notícias SAPO

- (Gaitas de fora agora - valentes navegadores portugueses - é chegada a hora de fazer a selecção do que vamos pagar...não?!)

Manuela Ramos Cunha

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Candidato Manuel Alegre

Manuel Alegre 2011

"Nenhum candidato é tão transversal como Manuel Alegre"

(José Manuel Mendes ao Diário Económico)

http://www.manuelalegre.com/000000/1/index.htm


Sérgio Ribeiro

domingo, 20 de junho de 2010

Morreu José Saramago - 1922 a 2010 -


Antes eu dizia: 'Escrevo porque não quero morrer'. Mas agora mudei. Escrevo para compreender. >O que é um ser humano?" (José Saramago)


MORREU JOSÉ SARAMAGO - PRÉMIO NOBEL PORTUGUÊS DA LITERATURA

A morte de José Saramago deixou mais pobre o universo literário de Portugal e do Mundo.
Detentor de uma vasta obra, reconhecida internacionalmente, Saramago foi obrigado a "exilar-se" de Portugal, após a publicação do seu romance " O Evangelho Segundo Jesus Cristo", em 1991.
Na verdade, em 1993, depois de uma arrastada polémica provocada pela ignorância (que é sempre atrevida) e a "incultura" do então sub-secretário de Estado da Cultura, Sousa Lara, que ousou excluir o livro da lista de candidatos ao Prémio Literário Europeu, o escritor português abandona o seu país para fixar residência na ilha de Lanzarote – Canárias (Espanha), onde viveu até hoje.
Escritor polémico quer pelas temáticas tratadas quer pelo estilo formal que é uma marca distintiva de grande parte do seu "corpus" literário, José Saramago, galardoado com o Prémio Nobel da Literatura, em 1998, foi sempre um antifascista e um lutador pela liberdade.
Assumidamente militante do PCP, o escritor não se "castrava" nos actos de análise e de reflexão, manifestando, por vezes, opiniões discordantes da matriz do seu Partido.
José Saramago morreu... mas a sua obra, porque universal, continuará eterna.
Espero que o Povo Português, completamente extasiado e anestesiado com a droga de momento - Mundial de Futebol - não se esqueça de o "chorar" e de lhe prestar a devida homenagem.
Amanhã pode já ser tarde! ... e a História nos julgará.


Lua Cunha






ALGUNS DADOS BIOBLOGRÁFICOS DO PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA PORTUGUÊS

Ribatejano de nascimento, Azinhaga foi seu berço, José Saramago é oriundo de uma família que vivia do seu trabalho para sobreviver.
Acompanhando a família que se deslocou para Lisboa em 1924, tinha o escritor apenas dois anos, viveu sempre uma vida simples e modesta. Interessado pelos estudos e pelo conhecimento, fez a sua formação numa Escola Técnica, porque os parcos recursos familiares não lhe permitiram o acesso à Universidade.
Tendo começado a trabalhar como serralheiro mecânico, os livros eram uma presença constante no seu quotidiano e as bibliotecas locais de culto praticamente todas as noites.
Já trabalhando na Função Pública, em 1947, publica o seu primeiro romance “Terra do Pecado”, e dezanove anos mais tarde, enquanto funcionário da Editorial Estudos Cor, edita as obras poéticas “Os Poemas Possíveis”, “Provavelmente Alegria” (1970) e, em 1975, “O Ano de 1993”.
Sai da Editorial Estudos Cor e passa a ser colaborador do Jornal “Diário de Notícias”e, mais tarde, no “Diário de Lisboa”.
Retomando, em 1975, a colaboração com o Diário de Notícias, é nomeado director-adjunto, cargo que exerce durante dez meses… momento em que os militares responsáveis pelo golpe de direita de 25 de Novembro, tentam controlar o Jornal, considerando que tinha uma linha editorial defensora daquilo que consideravam os excessos do PREC e da Revolução.
Demitido como muitos outros funcionários, Saramago, sentindo-se “violado” na sua liberdade de expressão, passa a dedicar-se apenas à ficção literária, abandonando, definitivamente a arte jornalística. "(…) Estava à espera de que as pedras do puzzle do destino – supondo-se que haja destino, não creio que haja – se organizassem. É preciso que cada um de nós ponha a sua própria pedra, e a que eu pus foi esta: "Não vou procurar trabalho", disse Saramago, em 1988, numa entrevista à revista Playboy.
Disse-o e em boa hora o fez.
Na verdade, tomada a decisão, e trinta anos depois da publicação do romance “Terra do Pecado”, José Saramago entrega-se de novo ao universo ficcional, publicando “Manual de Pintura e Caligrafia” que ainda não definem um estilo próprio. Esse estilo vai espelhar-se na sua obra “Levantado do Chão” , publicado em 1980, através da retratação empenhada e comprometida da miséria e das privações a que foram sujeitas as populações pobres do Alentejo.
Em 1982, a consagração do autor é inevitável. O seu romance “Memorial do Convento”, situado no tempo histórico do reinado de D. João V, “abana” o universo intelectual português e o espaço da recensão crítica literária… e rapidamente é envolvido pelos leitores, mesmo os menos afoitos.
Até 1991, o autor oferece-nos mais quatro romances, todos eles questionando a interpretação oficial da História: “O Ano da Morte de Ricardo Reis” (1984) – narra as deambulações de Ricardo Reis por Lisboa; “A Jangada de Pedra” (1986) – cuja trama coloca a Península Ibérica ao “desvario”, navegando, qual jangada sem norte, pelo Oceano Atlântico, depois de se soltar do resto da Europa; “História do Cerco de Lisboa” (1989) – aborda a tentação de um revisor introduzir uma palavra - "não"- no texto histórico que corrige, alterando-lhe completamente o sentido; e “O Evangelho Segundo Jesus Cristo” (1991) - onde o livro sagrado é reescrito sob a óptica de um Cristo humanizado.
Iniciando uma nova fase, Saramago escolhe os meandros da contemporaneidade como espaço e tempo das tramas da sua ficção e publica, entre 1995 e 2005, mais seis romances: “Ensaio Sobre a Cegueira “(1995); “Todos os Nomes” (1997); “A Caverna” (2001); “O Homem Duplicado” (2002); “Ensaio Sobre a Lucidez” (2004); e “As Intermitências da Morte” (2005).
O seu último romance “Caim” foi, de novo, alvo de grande polémica com os sectores mais conservadores da Igreja, incapazes de observarem o Mundo à luz da modernidade e da verdade. A isso, o autor respondeu, apesar de já bastante doente, com toda a sua sabedoria e convicção.
Durante esta fase de intensa e profícua produção e publicação, o escritor português vê, finalmente, reconhecida a sua obra, com a atribuição do Prémio Camões, em 1995, e, mais tarde, do mais importante prémio de Literatura – o Prémio Nobel, da Academia Sueca – em 1998. Ano em que ficou definitivamente para a História.
Muitas outras obras, neste texto não referidas, foram escritas pelo autor, abrangendo quase todas as tipologias literárias: poesia, romance, conto, texto dramático, crónica literária, entre outras.
Algumas das suas obras foram adaptadas para o cinema, das quais destacamos: “Jangada de Pedra”, pelo realizador holandês George Sluizer; “Ensaio sobre a Cegueira” pelo reconhecido realizador brasileiro Fernando Meireles; “Embargo”(conto inserto no livro “Objecto Quase”) pelas mãos de António Ferreira, “A Maior Flor do Mundo”, uma curta animação da responsabilidade de Pablo Etcheberry.
José Saramago morreu, hoje, em Lanzarote, com 87 anos, deixando a Literatura de luto…
Dificílimo acto é o de escrever, responsabilidade das maiores.(…) Basta pensar no extenuante trabalho que será dispor por ordem temporal os acontecimentos, primeiro este, depois aquele, ou, se tal mais convém às necessidades do efeito, o sucesso de hoje posto antes do episódio de ontem, e outras não menos arriscadas acrobacias(…)


— Saramago, A Jangada de Pedra, 1986


Lua Cunha
Fonte: Google