terça-feira, 20 de dezembro de 2011

FELIZ ANO DE 2012 À FAMÍLIA CUNHA

AOS AMIGOS E LEITORES DO LEMMA

FELIZ ANO DE 2012





São os votos do grande amigo Sérgio Ribeiro, colaborador deste blogue Lemma, que aos familiares "Cunha " ele vem aqui manifestar a sua grande e simpática mensagem de Natal!

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Nota :


Ao SÉRGIO RIBEIRO, que pela amizade ímpar que sempre nutriu pelo autor deste blogue - MANUEL CUNHA e sua família - ... a ele ... só nos compete dizer: OBRIGADA AMIGO!!!... e ...


Bom Ano 2012 para ti também!!!



Manuela Ramos Cunha

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Pai Natal tótó



Rodolfo



A rena com um nariz encarnado entrou na oficina do Pai Natal e disse

Estou farto de ser explorado fazes usura sobre o capital és um gnomo do banqueiro a governar
Sei muito bem que não dás nada a ninguém o que chamas distribuir é pôr outros a pagar
Só que a partir de agora é tudo a dividir!
Tu cortas nos transportes, eu dou-te com os pés
Já não empurro o trenó e grito às chaminés
o Pai Natal é totó.


S. R.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

EMPOBRECIMENTO







(Comentário ao Orçamento de Estado de 2012)

EMPOBRECIMENTO

Na Central de Camionagem
Nem riem os namorados,
A tristeza é a bagagem
Em fardos muito pesados.
Os homens passam sisudos,
Mulheres de caras sofridas,
Até os putos vão mudos
E as moças vão mal vestidas.
Os velhos vão desistir
Duma aprazada viagem,
Com os preços a subir
Os sonhos vão na voragem
Entopem as bilheteiras,
Já se contam os tostões,
Não há dinheiro nas carteiras
Foi para o cofre dos ladrões.
Altifalantes calados
Para não gastar energia,
Os passes foram cortados,
Descontos uma razia.
Suprimiram os horários
Por falta de segurança,
Rasgaram os calendários
Para sufocar a esperança.
Camionetas deprimidas
Estão de regresso à garagem
De paredes encardidas
O chão a pedir lavagem.
Voltas «apagada e vil
Tristeza», como lamento!
Em vez da «Pátria de Abril»
Portugal do sofrimento.

Novembro de 2011(Carlos Brito)

Enviado por: Sérgio Ribeiro

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Poema de Joaquim Pessoa

Poema de Joaquim Pessoa - Absolutamente recomendável:


Poema de agradecimento à corja

Obrigado, excelências.
Obrigado por nos destruírem o sonho e a oportunidade de vivermos felizes e em paz.
Obrigado pelo exemplo que se esforçam em nos dar de como é possível viver sem vergonha, sem respeito e sem dignidade.
Obrigado por nos roubarem. Por não nos perguntarem nada. Por não nos darem explicações. Obrigado por se orgulharem de nos tirar as coisas por que lutámos e às quais temos direito. Obrigado por nos tirarem até o sono. E a tranquilidade. E a alegria.
Obrigado pelo cinzentismo, pela depressão, pelo desespero.
Obrigado pela vossa mediocridade. E obrigado por aquilo que podem e não querem fazer. Obrigado por tudo o que não sabem e fingem saber.
Obrigado por transformarem o nosso coração numa sala de espera.
Obrigado por fazerem de cada um dos nossos dias um dia menos interessante que o anterior. Obrigado por nos exigirem mais do que podemos dar.
Obrigado por nos darem em troca quase nada.
Obrigado por não disfarçarem a cobiça, a corrupção, a indignidade. Pelo chocante imerecimento da vossa comodidade e da vossa felicidade adquirida a qualquer preço. E pelo vosso vergonhoso descaramento.
Obrigado por nos ensinarem tudo o que nunca deveremos querer, o que nunca deveremos fazer, o que nunca deveremos aceitar.
Obrigado por serem o que são.
Obrigado por serem como são. Para que não sejamos também assim. E para que possamos reconhecer facilmente quem temos de rejeitar.
Joaquim Pessoa ---------------------------------------------------
Joaquim Pessoa nasceu no Barreiro em 1948. Iniciou a sua carreira no Suplemento Literário Juvenil do Diário de Lisboa. O primeiro livro de Joaquim Pessoa foi editado em 1975 e, até hoje, publicou mais de vinte obras incluindo duas antologias. Foram lhe atribuídos os prémios literários da Associação Portuguesa de Escritores e da Secretaria de Estado da Cultura (Prémio de Poesia de 1981), o Prémio de Literatura António Nobre e o Prémio Cidade de Almada. Poeta, publicitário e pintor, é uma das vozes mais destacadas da poesia portuguesa do pós 25 de Abril, sendo considerado um "renovador" nesta área. O amor e a denúncia social são uma constante nas suas obras, e segundo David Mourão Ferreira, é um dos poetas progressistas de hoje mais naturalmente de capazes de comunicar com um vasto público. Bibliografia: "O Pássaro no Espelho", "A Morte Absoluta", "Poemas de Perfil", "Amor Combate", "Canções de Ex cravo e Malviver", "Português Suave", "Os Olhos de Isa", "Os Dias da Serpente", "O Livro da Noite", "O Amor Infinito", "Fly", "Sonetos Perversos", "Os Herdeiros do Vento", "Caderno de Exorcismos", "Peixe Náufrago", "Mas.", "Por Outras Palavras", "À Mesa do Amor", "Vou me Embora de Mim".

Nela

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

TABACO



Enviado: Sérgio Ribeiro

MANIFESTO

Um manifesto de grande indignação!

Sr. primeiro-ministro, depois das medidas que anunciou sinto uma força a crescer-me nos dedos e uma raiva a nascer-me nos dentes, como diria o Sérgio Godinho. V. Exa. dirá que está a fazer o que é preciso.
Eu direi que V.Exa. faz o que disse que não faria, faz mais do que deveria e faz sempre contra os mesmos. V.Exa. disse que era um disparate a ideia de cativar o subsídio de Natal.
Quando o fez por metade disse que iria vigorar apenas em 2011. Agora cativa a 100% os subsídios de férias e de Natal, como o fará até 2013.
Lançou o imposto de solidariedade. Nada disto está no acordo com a troika. A lista de malfeitorias contra os trabalhadores por conta de outrem é extensa, mas V.Exa. diz que as medidas são suas, mas o défice não.
É verdade que o défice não é seu, embora já leve quatro meses de manifesta dificuldade em o controlar. Mas as medidas são suas e do seu ministro das Finanças, um holograma do sr. Otmar Issing, que o incita a lançar uma terrível punição sobre este povo ignaro e gastador, obrigando-o a sorver até à última gota a cicuta que o há-de conduzir à redenção.
Não há alternativa? Há sempre alternativa mesmo com uma pistola encostada à cabeça. E o que eu esperava do meu primeiro-ministro é que ele estivesse, de forma incondicional, ao lado do povo que o elegeu e não dos credores que nos querem extrair até à última gota de sangue.
O que eu esperava do meu primeiro-ministro é que ele estivesse a lutar ferozmente nas instâncias internacionais para minimizar os sacrifícios que teremos inevitavelmente de suportar.
O que eu esperava do meu primeiro-ministro é que ele explicasse aos Césares que no conforto dos seus gabinetes decretam o sacrifício de povos centenários que Portugal cumprirá integralmente os seus compromissos — mas que precisa de mais tempo, melhores condições e mais algum dinheiro.
Mas V.Exa. e o seu ministro das Finanças comportam-se como diligentes directores-gerais da troika; não têm a menor noção de como estão a destruir a delicada teia de relações que sustenta a nossa coesão social; não se preocupam com a emigração de milhares de quadros e estudantes altamente qualificados; e acreditam cegamente que a receita que tão mal está a provar na Grécia terá excelentes resultados por aqui. Não terá. Milhares de pessoas serão lançadas no desemprego e no desespero, o consumo recuará aos anos 70, o rendimento cairá 40%, o investimento vai evaporar-se e dentro de dois anos dir-nos-ão que não atingimos os resultados porque não aplicámos a receita na íntegra.
Senhor primeiro-ministro, talvez ainda possa arrepiar caminho. Até lá, sinto uma força a crescer-me nos dedos e uma raiva a nascer-me nos dentes.

(Nicolau Santos, Expresso, 15/10/2011)
Enviado Sérgio Ribeiro

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

O Silva das vacas...



Foto net



O Silva das Vacas

Algumas das reminiscências da minha escola primária têm a ver com vacas. Porque a D.ª Albertina, a professora, uma mulher escalavrada e seca, mais mirrada que uva-passa, tinha um inexplicável fascínio por vacas.
Primavera e vacas.
De forma que, ora mandava fazer redacções sobre a primavera, ora se fixava na temática da vaca.
A vaca era, assim, um assunto predilecto e de desenvolvimento obrigatório, o que, pela sua recorrência, se tornava insuportavelmente repetitivo.
Um dia, o Zeca da Maria “gorda”, farto de escrever que a vaca era um mamífero vertebrado, quadrúpede ruminante e muito amigo do homem a quem ajudava no trabalho e a quem fornecia leite e carne, blá, blá, blá, decidiu, num verdadeiro impulso de rebelião criativa, explicar a coisa de outra forma.
E, se bem me lembro ainda, escreveu mais ou menos isto:
“A vaca, tal como alguns homens, tem quatro patas, duas à frente, duas atrás, duas à direita e duas à esquerda.
A vaca é um animal cercado de pêlos por todos os lados, ao contrário da península que só não é cercada por um.
O rabo da vaca não lhe serve para extrair o leite, mas para enxotar as moscas e espalhar a bosta.
Na cabeça, a vaca tem dois cornos pequenos e lá dentro tem mioleira, que o meu pai diz que faz muito bem à inteligência e, por não comer mioleira, é que o padre é burro como um tamanco.
Diz o meu pai e eu concordo, porque, na doutrina, me obriga a saber umas merdas de que não percebo nada como as bem-aventuranças.
A vaca dá leite por fora e carne por dentro, embora agora as vacas já não façam tanta falta, porque foi descoberto o leite em pó.
A vaca é um animal triste todo o ano, excepto no dia em que vai ao boi, disse-me o pai do Valdemar “pauzinho”, que é dono do boi onde vão todas as vacas da freguesia.
Um dia perguntei ao meu pai o que era isso da vaca ir ao boi e levei logo um estalo no focinho.
O meu pai também diz que a mulher do regedor é uma vaca e eu também não entendi. Mas, escarmentado, já nem lhe perguntei se ela também ia ao boi.
”Foi assim.
Escusado será dizer que a D.ª Albertina, pouco dada a brincadeiras criativas, afinfou no pobre do Zeca um enxerto de porrada a sério. Mas acabou definitivamente com a vaca como tema de redacção.
Recordei-me desta história da D.ª Albertina e da vaca do Zeca da Maria “gorda”, ao ler que Cavaco Silva, presidente da República desta vacaria indígena, em visita oficial ao Açores, saiu-se a certa altura com esta pérola vacum:
“Ontem eu reparava no sorriso das vacas, estavam satisfeitíssimas olhando o pasto que começava a ficar verdejante”!
Este homem, que se deixou rodear, no governo, pelo que viria a ser a maior corja de gatunos que Portugal politicamente produziu; este homem, inculto e ignorante, cuja cabeça é comparada metaforicamente ao sexo dos anjos; este político manhoso que sentiu necessidade de afirmar publicamente que tem de nascer duas vezes quem seja mais honesto que ele; este “cagarola” que foi humilhado por João Jardim e ficou calado; este homem que, desgraçadamente, foi eleito presidente da República de Portugal, no momento em que a miséria e a fome grassam pelo país, em que o desemprego se torna incontrolável, em que os pobres são miseravelmente espoliados a cada dia que passa, este homem, dizia, não tem mais nada para nos mostrar senão o fascínio pelo “sorriso das vacas”, satisfeitíssimas olhando o pasto que começava a ficar verdejante”! Satisfeitíssimas, as vacas?!
Logo agora, em tempos de inseminação artificial, em que as desgraçadas já nem sequer dispõem da felicidade de “ir ao boi”, ao menos uma vez cada ano!
Noticiava há dias o Expresso que, há mais ou menos um ano e aquando de uma visita a uma exploração agrícola no âmbito do Roteiro da Juventude, Cavaco se confessou “surpreendidíssimo por ver que as vacas, umas atrás das outras, se encostavam ao robô e se sentiam deliciadas enquanto ele, durante seis ou sete minutos, realizava a ordenha”!
Como se fosse possível alguma vaca poder sentir-se deliciada ao passar seis ou sete minutos com um robô a espremer-lhe as tetas!!
Não sei se o fascínio de Cavaco por vacas terá ou não uma explicação freudiana.
É possível.
Porque este homem deve julgar-se o capataz de uma imensa vacaria, metáfora de um país chamado Portugal, onde há meia-dúzia de “vacas sagradas”, essas sim com direito a atendimento personalizado pelo “boi”, enquanto as outras são inexoravelmente “ordenhadas”!
Sugadas sem piedade, até que das tetas não escorra mais nada e delas não reste senão peles penduradas, mirradas e sem proveito.
A este “Américo Tomás do século XXI” chamou um dia João Jardim, o “sr. Silva”. Depreciativamente, conforme entendimento generalizado.
Creio que não. Porque este homem deveria ser simplesmente “o Silva”.

O Silva das vacas. Presidente da República de Portugal.
Desgraçadamente.
(Luís Manuel Cunha in Jornal de Barcelos de 05 de Outubro de 2011.)



Enviado por Sérgio Ribeiro

terça-feira, 11 de outubro de 2011

IVA a 23% e SALÁRIOS MÍNIMOS



Afirma o Sr Ministro das Finanças que o aumento da taxa do IVA para 23% nas facturas do gás e da electricidade é o que se pratica na maioria dos países europeus.



Então comparemos também os SALÁRIOS MÍNIMOS NA EUROPA:



Suíça - 2.916,00€

Luxemburgo - 1.757,56€

Irlanda - 1.653,00€

Bélgica - 1.415,24€

Holanda - 1.400,00€

França - 1.377,70€

Reino Unido - 1.035,00€

Espanha - 748,30€

Portugal - 485,00€


Estarão a brincar connosco???



Enviado por Miguel Cunha

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

5 de Outubro de 1910 - O TRIUNFO DA RÉPUBLICA


































































5 de outubro de 1910 - O triunfo da Républica



Ruas da ConspiraçãoO Rossio e o Café Gelo "A grande sala revolucionária"como lhe chamava Aquilino Ribeiro, encontravam-se regularmente republicanos.



Além do Café Gelo houve em Lisboa vários outros cafés que são referidos como ponto de encontro de revolucionários republicanos. De acordo com uma reportagem publicada em 1911 na Ilustração Portuguesa, havia também o “café dos anarquistas”,na travessa da Trindade, e “A Brazileira, onde se reuniram diversos revolucionários”ou ainda o “Café Colon”, na Travessa da Palha, também ponto de reuniãode revolucionários.



Imagens da República em cima.

MULHERES NA REPÚBLICACAROLINA BEATRIZ ÂNGELO (1877-1911)



Médica e militante nas primeiras organizações de mulheres queem Portugal lutaram por direitos civis e políticos, Carolina Beatriz Ângelo teve uma vida breve mas muito intensa. Pioneira em várias frentes, foi a primeira médica no país a exercer aprática cirúrgica e a primeira mulher em Portugal a exercer o direito de voto, numa época em que o sufrágio feminino era reclamado no país, mas não reconhecido. Aproveitando uma omissão na primeira lei eleitoral da República- que não contemplava nem excluía o sufrágio feminino - Carolina Beatriz Ângelo, viúva ecom uma filha a cargo, conseguiu, ao fim de uma batalha jurídica, ser incluída nos cadernos eleitorais, alegando ser economicamente independente, como requeria a lei.



E a 28 de Maio de 1911, na freguesia de S. Jorge de Arroios,onde foi inscrita com o nº 2.513, exerceu o seu direito de voto para a Assembleia Nacional Constituinte. " Fui assistir à abertura das Constituintes e digo-lhe que nunca em minha vida senti tamanha comoção. Sim, o que eu senti, o que todos sentimos só se experimenta uma vez na vida.



"( CAROLINA BEATRIZ ÂNGELO, IN CARTA A ANA DE C. OSÓRIO, DE 2/7/1911 )



Enviado por Sérgio Ribeiro

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

RENOVAÇÃO COMUNISTA



Renovação Comunista
O estado de encolher obrigatório

Até às próximas legislativas, sejam elas quando forem, e perante as consequências políticas dos resultados eleitorais de 5 de Junho, se a resposta do centro-esquerda e da esquerda parlamentar aos anos de chumbo social que se começou a abater sobre a vida dos portugueses se mantiver num plano equivalente ao que se passou até à queda do XVIII governo, a direita irá ter pela frente anos de wine and roses bastando-lhe ir renovando os seus actores políticos para manter o mesmo rumo da governação do país.

E não será porque o movimento sindical decida cruzar os braços e resignar-se ou porque a esquerda extra-parlamentar, movimentos sociais, manifestos, greves, e o tutti quanti destas situações deixem de manifestar a sua oposição ao memorando de entendimento e as suas adjacência, porventura com mais radicalidade do que aquelas que se têm verificado agora. Ainda estamos na fase do primeiro estranha-se. Quando a extensão dos efeitos do encolher obrigatório se fizerem sentir na profundidade das rotinas dos portugueses fazendo delas um quotidiano insuportável, quando as segundas linhas da segurança social – a solidariedade familiar – começarem a abrir brechas, a tergiversação sobre quem foi o culpado talvez dê lugar à necessidade urgente de por cobro à carnificina social que está a atingir a sociedade portuguesa. Congelar vencimentos e pensões, programar o despedimento de funcionários públicos, promover de êxodo de milhares de jovens, aumentar o IVA de bens e serviços, limitar o acesso e a oferta de cuidados de saúde, encerrar e limitar o funcionamento de estabelecimentos de ensino, privatizar o que era rentável para os cofres do Estado, a isto não se chama austeridade. É literalmente um blitkzrieg sobre as condições de vida da maioria absoluta dos portugueses. Sejam eles de direita, de esquerda, dos vários centros ou hipoteticamente de coisa nenhuma. Presume-se que não era bem neste programa que os eleitores que votaram nesta maioria estavam a pensar, ou que ele só se aplicaria aos “malandros” dos eleitores de esquerda. Agora já se sabe que quando as dores atacam, alguns vão conseguindo escapar, mas o critério não é a opção partidária. Trata-se, portanto, de pensar a resposta política que as actuais condições exigem. As que sumariamente foram inventariadas mais as que resultam de uma desarticulação entre os processos formais e informais de oposição a esta política. Se o movimento de refluxo e o défice de oposição está a ser aproveitado pelo governo para redesenhar o mapa social e económico do país será aí que as perguntas devem ser colocadas. Não as que as tendências dos gráficos respondem. Mas as perguntas que obrigam uma mudança na aplicação dos compromissos assumidos com as organizações internacionais. Isso exige mais do que avanços e recuos tácticos, à velha maneira, mas uma refundação na forma e nos termos dos acordos que a situação exige. E esse objectivo não pode deixar de ser simultaneamente um desígnio: as desigualdades sociais que no todo explicam a situação em que estamos jamais se deverão repetir. Será esse o ponto de chegada para quem estiver disponível para assinar o outro memorando de entendimento.

Cipriano Justo


Enviado por Sérgio Ribeiro

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Poesia roubada




Mentem os que disseram que eu perdi a lua,


os que profetizaram meu porvir de areia,


asseveraram tantas coisas com línguas frias:


quiseram proibir a flor do universo.


"Já não cantará mais o âmbar insurgente


da sereia, não tem senão povo.


"E mastigaram seus incessantes papéis


patrocinando para minha guitarra o esquecimento.


Eu lhes lancei aos olhos as lanças deslumbrantes


de nosso amor cravando teu coração e o meu,


eu reclamei o jasmim que deixavam tuas pegadas


Eu me perdi de noite sem luz sob tuas pálpebra


se quando me envolveu a claridade


nasci de novo, dono de minha própria treva.


Pablo Neruda

Retirado do blog - "Amor feito poesia" - http://poesiaseternas2.blogspot.com/

Nela

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Nenhum home é uma ilha ...



Paulo Sempre disse...

NENHUM HOMEM É UMA ILHA ISOLADA.

CADA HOMEM É UMA PARTÍCULA DO CONTINENTE, UMA PARTE DA TERRA;

SE UM TORRÃO É ARRASTADO PARA O MAR, A EUROPA FICARÁ DIMINUÍDA, COMO SE FOSSE A CASA DO TEU AMIGO OU DA TUA PRÓPRIA CASA.

A MORTE DE QUALQUER HOMEM DIMINUI-ME, PORQUE SOU PARTE DO GÉNERO HUMANO.

E, SE DOBRAM OS SINOS,

NÃO PERGUNTES POR QUEM DOBRAM OS SINOS -

ELES DOBRAM POR TI."


(John Donne)


Blog " FILHOS DE UM DEUS MENOR "



Manela ramos Cunha

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Sozinhos até no meio da multidão






15 Setembro 2011

"SOZINHOS ATÉ NO MEIO DA MULTIDÃO"

"A verdadeira liberdade é um acto puramente interior, como a verdadeira solidão: devemos aprender a sentir-nos livres até num cárcere, e a estar sozinhos até no meio da multidão."

(Massimo Bontempelli)


«Troika é a designação atribuída à equipa composta pelo Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia. Tem origem na palava russa troika, que designa um comité de três membros. Na política, a palavra troika designa uma aliança de três personagens do mesmo nível e poder que se reúnem para a gestão de uma entidade ou para completar uma missão.
A troika é assim composta por uma equipa de consultores, analistas e economistas responsáveis pela negociação com os países que solicitam um pedido de resgate financeiro, de forma a consolidar as suas contas públicas. Esta equipa desloca-se aos países e analisa exaustivamente as despesas e receitas dos Estados durante algumas semanas, contando com a colaboração dos vários organismos do Estado e dos partidos da oposição, assim como das ordens profissionais e associações de apoio ao consumidor.
Após a análise da troika é elaborado um memorando, onde são apresentadas medidas a executar para estabilizar as contas públicas, os prazos e os montantes de dinheiro que serão entregues ao país.»
Agora todos vamos estabilizar as contas públicas....Os que as desequilibraram - esse ficam de fora - andam algures "semi-escondidos" - lá fora e cá dentro - não vá o Povo - na sua revolta - pedir-lhes contas..
Afinal...tudo o vento levou...

PAULO


http://filhosdeumdeusmenor.blogspot.com/ - Blog - "FILHOS DE UM DEUS MENOR"

PAULO SEMPRE


Manuela Ramos Cunha - Cerejas de Maio) e Blog LEMMA - MANUEL CUNHA

Direito de reunião e manifestação




"DIREITO DE REUNIÃO E MANIFESTAÇÃO"

Desde que os fins e os objectivos de uma reunião ou manifestação sejam lícitos, a Constituição da Republica Portuguesa (CRP) permite, de forma livre, a sua realização. A CRP adoptou o conceito amplo de reunião protegendo não só o modelo de reunião e de manifestação devidamente organizado, onde desempenham importante papel os promotores, o aviso prévio, a cooperação e outros mecanismos de segurança, mas também as reuniões e manifestações espontâneas, imediatas, ou relâmpago.
A verdade é que hoje o direito de reunião ou manifestação , que visam o livre desenvolvimento da personalidade dos seus participantes, esta limitado pela gravação de imagens pela polícia e, alegadamente, pelos serviços de informação ( SIRP, SIED e SIS). Esta ingerência na liberdade fundamental de reunião e manifestação, provoca, seguramente, uma violência psicológica e "invisível" insuportáveis num Estado de Direito Democrático.
Paulatinamente, as conquistas alcançadas com a revolução do 25 de Abril de 1974 vão sendo «sugadas» por uma "máquina" estatal medonha que nos visita todos os dias e a todas as horas. O direito à autodeterminação informacional e a liberdade de reunião e de manifestação "têm os dias contados".
O medo, esse..., começa a pairar...sobre as "nossas cabeças".
A CRP, não passa de um papel de mercearia.
É, pois, tempo de «acordar»...


Paulo


http://filhosdeumdeusmenor.blogspot.com/



Extraído do blogue : "FILHOS DE UM DEUS MENOR"!



NENHUM HOMEM É UMA ILHA ISOLADA.

CADA HOMEM É UMA PARTÍCULA DO CONTINENTE, UMA PARTE DA TERRA;

SE UM TORRÃO É ARRASTADO PARA O MAR, A EUROPA FICARÁ DIMINUÍDA, COMO SE FOSSE A CASA DO TEU AMIGO OU DA TUA PRÓPRIA CASA.

A MORTE DE QUALQUER HOMEM DIMINUI-ME, PORQUE SOU PARTE DO GÉNERO HUMANO.

E, SE DOBRAM OS SINOS,

NÃO PERGUNTES POR QUEM DOBRAM OS SINOS - ELES DOBRAM POR TI."


(John Donne)



Postagem de Manuela Ramos Cunha

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Carta sobre estudo político



Caixa Jorge Barreira jorge.barreira@sapo.pt mostrar detalhes 23 Ago (há 2 dias)

-----Mensagem Original----- From: Eugenio RosaSent: Sunday, August 21, 2011 4:58 PMTo: Undisclosed-Recipient:;Subject: EC

Caro(a) amigo (a)
Um aspecto que está a caracterizar a politica deste governo é a ausencia total de qualquer preocupação social e mesmo de equidade na reparticião dos sacrificios nas medidas que tem tomado.
Foi isso o que sucedeu com o imposto extraordinario sobre o subsidio de Natal, em que os rendimentos atingidos foram quase exclusivamente os rendimentos do trabalhao e as pensões, tendo sido poupado dos sacrificios os rendimentos do capital (lucros, dividendos, mais-valias, juros, etc.) que não terão de pagar qualquer imposto extraordinário.~O mesmo sucedeu agora com o aumento do IVA de 6% para 23% sobre o gás e a electricidade com o objectivo de obter uma receita adicional de 400 milhõesde euros por ano que vai atingir fundamentalmente as familias de medios e baixos rendimentos, ou seja, trabalhadores e pensionistas, já que representam a esmagadora maioria dos consumidores domesticos, agravando ainda mais as suas dificuldades das familias e a recessão economica. E isto quando havia outras soluções para obter igual montante de receita fiscal sem agravar ainda mais a situação destas familias.
É isso que mostro no estudo que envio, utilizando dados oficiais.
Só o espirito de classe deste governo preocupado em defender os lucros dos grupos economicos do sector de energia é que poderá explicar a medida que tomou e o impediu de estudar e adoptar outras soluções como fica claro do estudo que envio.
O governo e o presidente da República falam tanto em partilha de sacrificios mas depois essa preocupação é sistematicamente esquecida a nivel de decisões concretas.
Espero que este estudo possa ser útil
Com consideração,

Eugenio Rosa
Economista

quinta-feira, 28 de julho de 2011

COITADA DA CLASSE MÉDIA



COITADA DA CLASSE MÉDIA - “Diálogos de Estado”


Jean Baptiste Colbert – ministro de estado de Luis XIV



Jules Mazarin - foi cardeal e primeiro ministro da França Colbert: Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar (o contribuinte) já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já se está endividado até o pescoço... Mazarino: Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão. Mas o Estado... o Estado, esse, é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se...todos os Estados o fazem! Colbert: Ah, sim? O Senhor acha isso mesmo? Contudo, precisamos de dinheiro. E como é que havemos de o obter se já criámos todos os impostos imagináveis? Mazarino: Criam-se outros. Colbert: Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres. Mazarino: Sim, é impossível. Colbert: E, então ... os ricos? Mazarino: Os ricos também não. Eles não gastariam mais. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres. Colbert: Então, como havemos de fazer? Mazarino: Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente! Há uma quantidade enorme de gente situada entre os ricos e os pobres: os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres. É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tiramos.



É um reservatório inesgotável!



Sérgio

terça-feira, 26 de julho de 2011

FMI levou Argentina à bancarrota




O eventual negócio da venda das redes de água e saneamento famalicenses, prendem-se com uma possível privatização das redes de distribuição de água e saneamento nacionais.

http://www.youtube.com/watch?v=jZlTviBI4Vc

vale a pena explorar o conjunto de 3 filmes sobre o saque na Argentina. Sobre a divida soberana, a intevenção do FMI que levou a Argentina à banca rota!




Um abraço, Sérgio

Saque na Argentina



vale a pena explorar o conjunto de 3 filmes sobre o saque na Argentina.







Um abraço, Sérgio

O QUE SÃO AGÊNCIAS DE RATING



Todos os dias o Miguel, filho do dono da mercearia, rouba pastilhas elásticas ao pai para as vender aos colegas na escola. Os colegas, cujos pais só lhes dão dinheiro para uma pastilha, não resistem e começam a consumir em média cinco pastilhas diárias, pagando uma e ficando a dever quatro. Até que um dia já todos devem bastante dinheiro ao Miguel, por isso ele conversa com o Cabeças, - alcunha do matulão lá escola, um gajo que já chumbou quatro vezes - e nomeia-o a sua agência de rating. Basicamente, cada vez que um miúdo quer ficar a dever mais uma pastilha ao Miguel, é o Cabeças que dá o aval, classificando a capacidade financeira de cada um dos putos com "A+", "A", "A-", "B"... e por aí fora. A Ritinha já está com uma dívida muito grande e um peso na consciência ainda maior, por isso acaba por confessar aos pais que tem consumido mais pastilhas do que devia. Os pais ao perceberem que a Ritinha está endividada, estabelecem um plano de ajuda para que ela possa saldar a sua dívida, aumentando-lhe a semanada mas obrigando-a a prometer que não gasta mais enquanto não pagar a dívida contraída. O Cabeças quando descobre isto, desce imediatamente o rating da Ritinha junto do Miguel que, por sua vez, passa a vender-lhe cada pastilha pelo dobro do preço. A Ritinha prolonga o pagamento da sua dívida e o Miguel divide o lucro daí obtido com o Cabeças que, como é o mais forte, é respeitado por todos.


“Gamado” do blog “Partilhar Diferenças”

Sérgio

terça-feira, 5 de julho de 2011

CRISE TERMINAL DO CAPITALISMO?
















Leonardo Boff é teólogo e escritor.




Crise terminal do capitalismo?


Já nos meados do século XIX Karl Marx escreveu profeticamente que a tendência do capital ia na direção de destruir as duas fontes de sua riqueza e reprodução: a natureza e o trabalho.
É o que está ocorrendo.

A capacidade de o capitalismo adaptar-se a qualquer circunstância chegou ao fim.


Leonardo Boff


Tenho sustentado que a crise atual do capitalismo é mais que conjuntural e estrutural. É terminal. Chegou ao fim o gênio do capitalismo de sempre adaptar-se a qualquer circunstância. Estou consciente de que são poucos que representam esta tese. No entanto, duas razões me levam a esta interpretação.

A primeira é a seguinte: a crise é terminal porque todos nós, mas particularmente, o capitalismo, encostamos nos limites da Terra. Ocupamos, depredando, todo o planeta, desfazendo seu sutil equilíbrio e exaurindo excessivamente seus bens e serviços a ponto de ele não conseguir, sozinho, repor o que lhes foi sequestrado. Já nos meados do século XIX Karl Marx escreveu profeticamente que a tendência do capital ia na direção de destruir as duas fontes de sua riqueza e reprodução: a natureza e o trabalho. É o que está ocorrendo.

A natureza, efetivamente, se encontra sob grave estresse, como nunca esteve antes, pelo menos no último século, abstraindo das 15 grandes dizimações que conheceu em sua história de mais de quatro bilhões de anos. Os eventos extremos verificáveis em todas as regiões e as mudanças climáticas tendendo a um crescente aquecimento global falam em favor da tese de Marx. Como o capitalismo vai se reproduzir sem a natureza? Deu com a cara num limite intransponível.

O trabalho está sendo por ele precarizado ou prescindido. Há grande desenvolvimento sem trabalho. O aparelho produtivo informatizado e robotizado produz mais e melhor, com quase nenhum trabalho. A consequência direta é o desemprego estrutural.

Milhões nunca mais vão ingressar no mundo do trabalho, sequer no exército de reserva. O trabalho, da dependência do capital, passou à prescindência. Na Espanha o desemprego atinge 20% no geral e 40% e entre os jovens. Em Portugal 12% no país e 30% entre os jovens. Isso significa grave crise social, assolando neste momento a Grécia. Sacrifica-se toda uma sociedade em nome de uma economia, feita não para atender as demandas humanas, mas para pagar a dívida com bancos e com o sistema financeiro. Marx tem razão: o trabalho explorado já não é mais fonte de riqueza. É a máquina.

A segunda razão está ligada à crise humanitária que o capitalismo está gerando. Antes se restringia aos países periféricos. Hoje é global e atingiu os países centrais. Não se pode resolver a questão econômica desmontando a sociedade. As vítimas, entrelaças por novas avenidas de comunicação, resistem, se rebelam e ameaçam a ordem vigente. Mais e mais pessoas, especialmente jovens, não estão aceitando a lógica perversa da economia política capitalista: a ditadura das finanças que via mercado submete os Estados aos seus interesses e o rentismo dos capitais especulativos que circulam de bolsas em bolsas, auferindo ganhos sem produzir absolutamente nada a não ser mais dinheiro para seus rentistas.

Mas foi o próprio sistema do capital que criou o veneno que o pode matar: ao exigir dos trabalhadores uma formação técnica cada vez mais aprimorada para estar à altura do crescimento acelerado e de maior competitividade, involuntariamente criou pessoas que pensam. Estas, lentamente, vão descobrindo a perversidade do sistema que esfola as pessoas em nome da acumulação meramente material, que se mostra sem coração ao exigir mais e mais eficiência a ponto de levar os trabalhadores ao estresse profundo, ao desespero e, não raro, ao suicídio, como ocorre em vários países e também no Brasil.

As ruas de vários países europeus e árabes, os “indignados” que enchem as praças de Espanha e da Grécia são manifestação de revolta contra o sistema político vigente a reboque do mercado e da lógica do capital. Os jovens espanhóis gritam: “não é crise, é ladroagem”. Os ladrões estão refestelados em Wall Street, no FMI e no Banco Central Europeu, quer dizer, são os sumos sacerdotes do capital globalizado e explorador.

Ao agravar-se a crise, crescerão as multidões, pelo mundo afora, que não aguentam mais as consequências da super exploracão de suas vidas e da vida da Terra e se rebelam contra este sistema econômico que faz o que bem entende e que agora agoniza, não por envelhecimento, mas por força do veneno e das contradições que criou, castigando a Mãe Terra e penalizando a vida de seus filhos e filhas.

Leonardo Boff é teólogo e escritor.

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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Loja Social ...



Oliveira S. Mateus acolhe Loja Social



Nova Loja Social a funcionar nas instalações da Cruz Vermelha de Oliveira S. Mateus, é um equipamento gerido pela Comissão Inter-freguesias que abrange as localidades de Castelões, Oliveira S. Mateus, Oliveira Santa Maria, Pedome e Riba de Ave. (longe vão os tempos em que Riba d’ Ave sustentatava os seus pobres e era proibida a mendicidade)

O objectivo destas estruturas de apoio é responder às necessidades imediatas das famílias carenciadas, oferecendo bens alimentares não perecíveis, têxteis e vestuário, material didáctico e até pequenos electrodomésticos.

É a solidariedade dos que podem com os que precisam e que nos tempos que correm são infelizmente muitos.



A infraestrutura da Cruz Vermelha de Oliveira S. Mateus tem finalmente de forma visível utilidade !



Tinha sido local de encontro dos reformados mas os seus Curadores tudo fizeram para os correr de lá.



Tiveram as instalações fechadas durante tanto tempo que para instalar a loja social tiveram que fazer diversos melhoramentos de renovação do espaço.



É intrigante que os trabalhos tenham sido somente comparticipados pelas Juntas de Freguesia de Castelões, de Oliveira S. Mateus e Oliveira Santa Maria.



Quando a Comissão Inter-freguesias abrange também Pedome e Riba de Ave.



Aqui a solidariedade foi só de alguns.



Registamos que o apoio aos pobres teve inauguração, que participaram desta quase todos os « benfeitores » concelhios e locais mas não se faz referência nem aos curadores nem à Direcção do Núcleo da Cruz Vermelha de S. Mateus.



E, não se pode alegar que o Presidente da Junta de Freguesia é membro da Direcção da mesma. É ridículo ter vários bonés ao mesmo tempo na cabeça.



A Cruz Vermelha local ou nacional é uma organização piramidal.



Manda na mesma o núcleo de Curadores, as Direcções são escolhidas pelos Curadores que as destituem quando entendem.



Os sócios são apenas contributivos, não interferem nem na escolha da Direcção nem na forma de gestão da instituição.






Sérgio Ribeiro






A VIDA PÚBLICA NÃO É UMA FEIRA DE VAIDADES OLIVEIRA S. MATEUS É motivo orgulho a participação nas festas Antoninas do grupo das Marchas do Movimento Associativo de Oliveira S.Mateus e a sua classificação honrosa em sexto lugar no horizonte de onze grupos de marchas é de assinalar !



Surpreendente é o comunicado do Carlos Repente na qualidade de representante da Organização da Marcha da freguesia de Oliveira S. Mateus, participante nas Antoninas de 2011.



Na sua qualidade de Presidente da Junta de Freguesia pode ?



Ser sócio de todas as Associações mas não é seguramente membro da Direcção de todas nem pode nem deve arvorar-se a pessoalmente as representar sem tão pouco as referir ou fazendo-o duma forma escamoteada: representante da organização da Marcha da freguesia de Oliveira S. Mateus.



Para quem legalmente não se pode candidatar novamente à Presidência da Junta de Freguesia em 2013, não é claro o facto deste pretender aparecer sempre à frente de tudo e de todos.



A tentação para usar vários « bonés » ao mesmo tempo sem se dar conta do ridículo que isso representa, só pode ter por traz desse comportamento projectos públicos pessoais.



Acontece que a vida pública não é uma feira de vaidades.



Da leitura do comunicado pessoal do Sr. Carlos Pereira é evidente que ele fala em nome pessoal dum projecto colectivo.



Alude o nós sem o referir mas o eu, eu é uma constante como se ele fosse o ensaiador, músico, coreografo, aderecista, marchante, uma espécie de faz tudo não fazendo nada ou fazendo alguma coisa tenha que ser um disparate como o seu comunicado.



Ao Movimento Associativo, às suas direcções e sócios, aos marchantes e aos que tornam possível eventos como este o muito bem hajam !






Sérgio Ribeiro

segunda-feira, 20 de junho de 2011

O governo




O regabofe vai ser grande e começa bem
por Sérgio Lavos

- Álvaro Santos Pereira (ideólogo do austeritarismo e profeta do Apocalipse nas horas vagas): Ministro da Economia.
- Vítor Gaspar (um desconhecido com "reconhecidas competências técnicas" que bem sabemos quais são): Ministro das Finanças.
- Assunção Cristas (a beta inteligente do PP) - Ministra dos Pinheiros, da Portucale e do Ordenamento Territorial, da Lavoura e afins.
- José Pedro Aguiar-Branco (o escolhido das hostes básicas) - Ministro de qualquer coisa, neste caso da Defesa Nacional.
- Miguel Relvas (o Silva Pereira para todas as estações) - Ministro dos Assuntos Parlamentares, para manter na ordem os deputados.
- Miguel Macedo (o premiado da lotaria do Parlamento) - Ministro da Administração Interna, e poderia ser de qualquer outra coisa, mas saiu na rifa isto.
- Paula Teixeira da Cruz (a outra representante da metade maioritária da população humana) - Ministra da Justiça.
- Pedro Mota Soares (o homem de mão escolhido para fazer de Bagão Félix, que deve ter decidido dedicar-se a tempo inteiro à lavoura) - Ministro da Solidariedade e da Segurança Social.
- Paulo Macedo (admnistrador da Médis, empresa benemérita de reconhecidos méritos na área da Saúde) - Ministro dos hospitais e dos centros de saúde que deveriam ser privatizados e entregues a empresas como, por exemplo, a Médis.
- Paulo Portas (o homem da providência, mestre dos desportos subaquáticos e contorcionista de longa data) - Ministro do Estado (a que este país chegou) e dos Negócios com os amigos americanos e alemães.
- Pedro Passos Coelho (o Messias de Massamá e protector dos povos africanos em Portugal) - próconsul de Berlim para o território da Lusitânia.

Fica de fora desta equipa fantástica Nuno Crato, que parece poder vir a ser um bom ministro da Educação e da Ciência e do Ensino Superior (apesar da acumulação de pastas não ser um bom prenúncio). E a Cultura, entregue a Francisco José Viegas, em forma de secretaria de estado, poderá também ficar em boas mãos.

Sendo assim, é para avançar a toda a brida. O futuro é risonho e está ali, ao virar da esquina. Boa sorte a todos - que bem vamos precisar.



por Sérgio Lavos






Nela

sexta-feira, 17 de junho de 2011

LÍBIA - Aquilo que os média não mostram...





Assunto: LIBIA- Aquilo que os média não mostram... O que os Media NÃO vão mostrar:




I - KADDAFI, POR PIOR QUE SE QUEIRA CONSIDERAR OU JULGAR, TEMOS QUE REFERIR E DAR A CONHECER QUE A ONU CONSTATOU EM 2007, O SEGUINTE:



1 - Maior Indice de Desenvolvimento Humano (IDH) da África ;
2 - Ensino gratuito até à Universidade;
3 - 10% dos alunos universitários estudam na Europa, EUA, etc... e com tudo pago;
4 - Ao casar, o casal recebe até 50.000 US$ para adquirir seus bens;
5 - Sistema médico gratuito, rivalizando com os europeus. Equipamentos de última geração, etc...;
6 - Empréstimos pelo Banco estatal sem juros;
7 - Inaugurado em 2007, maior sistema de irrigação do mundo, que vem tornando o deserto (95% da Líbia) em fazendas produtoras de alimentos.;
E assim vai....(ou ía)




II - PORQUE DETONAR A LÍBIA ENTÃO?....




Três (3) principais motivos:
1 - Possuir o seu petróleo, de boa qualidade e com volume superior a 45 bilhões de barris em reservas;
2 - Fazer com que todo mar Mediterrâneo fique sob controle da NATO. Só falta agora a Síria;
3 - E, provàvelmente, um dos maiores motivos, é que o Banco Central Líbio não é atrelado ao sistema mundial Financeiro.
As suas reservas são toneladas de ouro, dando cobertura ao valor da moeda, o dinar, e desatrelado das flutuações do dólar.
O sistema financeiro internacional ficou possesso com Kaddafi, por ter apresentado e quase conseguir, que os países africanos formassem uma moeda única desligada do dólar.



III - O QUE É O ATAQUE HUMANITÁRIO PARA LIVRAR O POVO LÍBIO:




1 - A NATO comandada pelos EUA, já bombardearam as principais cidades Líbias com milhares de bombas e mísseis que são capazes de destruir um quarteirão inteiro. Os prédios e infra estrutura de água, esgoto, gás e luz estão sèriamente danificados;
2 - As bombas usadas contem DU (Uranio depletado) tempo de vida 3 bilhões de ano (causa cancer e deformações genéticas);
3 - Metade das crianças líbias estão traumatizadas psicológicamente por causa das explosões que parecem um terremoto e racham as casas;
4 - Com o bloqueio marítimo e aéreo da NATO, principalmente as crianças sofrem com a falta de remédios e alimentos;
5 - A água já não mais é potável em boa parte do país. De novo as crianças são as mais atingidas;
6 - Cerca de 150.000 pessoas por dia, deixam o país através das fronteiras com a Tunísia e o Egito. Vão para o deserto ao relento, sem água nem comida;
7 - Mesmo que o bombardeio terminasse hoje, cerca de 4 milhões de pessoas estariam precisando de ajuda humanitária para sobreviver: Água e comida.De uma população de 6,5 milhões de pessoas.







Em suma: O bombardeio "humanitário", acabou com a nação Líbia. Nunca mais haverá a nação Líbia. Foram varridos do mapa.




SIMPLES ASSIM, COMO SE ESSAS VIDAS NADA REPRESENTASSEM..., A FAVOR DE UMA LIBERDADE QUE SÓ OS EUROPEUS E AMERICANOS CONHECEM, E QUANDO LHES CONVÉM.

https://mail.google.com/mail/?hl=pt-PT&shva=1#inbox/1309cc7e19253629




Foi-me enviado por e.mail - foto net



Nela

quinta-feira, 16 de junho de 2011

ÁLVARO CUNHAL - 6º ano de Seu falecimento -















Álvaro Cunhal foi um político e escritor português, um dos maiores resistentes ao chamado Estado Novo e que dedicou toda a sua vida ao ideal comunista e ao seu partido, o Partido Comunista Português.




Álvaro Cunhal faleceu em 13 de Junho de 2005, em Lisboa, e no seu funeral (a 15 de Junho), participaram mais de 250.000 pessoas. Por sua vontade, o seu corpo foi cremado. Para lembrar este grande vulto da nossa história, deixo-vos com este artigo em http://chuviscos.blogspot.com/




Cemitério do Alto de S. João
Milhares na despedida a Álvaro Cunhal
Por Hugo Beleza
15.06.2005


Milhares de pessoas acompanharam hoje o funeral da figura mais emblemática do PCP. Na última homenagem a Álvaro Cunhal não houve discursos de circunstância por sua vontade expressa. O silêncio dos líderes deu lugar à voz dos populares, aos cravos e à emoção. No momento alto da despedida cantou-se a Internacional e o hino nacional, depois de uma longa tarde de luto.





Nela

quarta-feira, 15 de junho de 2011

A ronha !




A ronha



O PS parece apostado em tudo fazer para atrasar a tomada de posse do novo Governo.

Pias declarações à parte, um incidente insignificante no Brasil serve de pretexto para que a lógica socratista prossiga em todo o seu esplendor.

Hoje mesmo, após a apresentação de um protesto o socialista Paulo Pisco ameaçou:



Para os socratistas, como se vê, o País que se lixe, portanto…




http://blasfemias.net/2011/06/15/a-ronha/
Nela

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Eleições - 5 de Junho 2011 -






Resultados das legislativas no concelho de V. N. Famalicão.


Clicar em cima das imagens para melhor leitura.



Postagem - Nela

terça-feira, 3 de maio de 2011

Texto de uma sindicalista - Deolinda Machado

TÓPICOS DA INTERVENÇÃO DE DEOLINDA MACHADO, NO PLENÁRIO DE SINDICATOS DA CGTP-IN - 14/04/2011

Começo por saudar todas/os as/os presentes neste Plenário de Sindicatos. Num momento como este que estamos a viver de ataque à Democracia, à Liberdade e à Soberania, é preciso dizer NÃO aos medos. É de uma luta ideológica que se trata. É preciso e urgente mudar de políticas. É preciso mostrarmos isso mesmo nas comemorações do 25 de Abril e do 1º de Maio, mobilizando muitos outros para que façamos delas grandiosas comemorações, espaços de intervenção e de luta, pela reafirmação do valor do trabalho e pela dignificação das/dos trabalhadores. Levar muitos outros a participar nas Eleições de 5 de Junho, próximo, para que se afirme um novo rumo para Portugal, e com ele, dizermos SIM, à construção da esperança e da solidariedade junto dos trabalhadores e da população, com especial atenção para as/os jovens. Nesta linha, continuaremos a trabalhar com afinco, na preparação do próximo Congresso da nossa grande Central Sindical, a realizar-se em Janeiro de 2012. Dizermos SIM, à unidade na acção em torno do bem comum. Dizermos SIM, à revitalização do sector produtivo, indústria, agricultura e pescas, bem como dar força ao sector cooperativo. Há que desmontar/ desconstruir as notícias que passam para o espaço público, isto é, desmontar os jogos de manipulação mediática. Não podemos deixar de passar a mensagem junto de cada um, na acção colectiva e na defesa da Paz e da solidariedade entre povos. Urge exigir a transparência, a verdade, a coerência, o rigor. Combater a mentira e a corrupção. Como funciona a nossa Justiça? Onde param os Madof’s portugueses? Há responsáveis pelo défice, pelo endividamento do país ao estrangeiro. Não é tanto pelo peso da dívida pública que Portugal vive a situação presente. É, sim, pelo peso do financiamento dos bancos e da dívida privada. É o peso da política da União Europeia que serve os interesses especulativos em detrimento da solidariedade. É preciso que haja ética e qualidade nas lideranças. Há dias, um Bispo português, falando da problemática que vivemos, referiu que quem cavou isto, foi a fraca qualidade de liderança dos políticos que até agora conduziram este país. É tempo de luta e não de medo ou de silêncio. É tempo de dar continuidade aos objectivos preconizados nas iniciativas realizadas no país: Dia Internacional da Mulher – 8 de Março; Manifestação de 19 de Março; Manifestação da Juventude Trabalhadora de 1 de Abril. Isto é, dar continuidade à luta pela dignidade e pela promoção humana e social das mulheres e homens deste país. Caras e caros sindicalistas Agora quero falar-vos dos jogos de manipulação mediática que precisamos de desmontar. Há um linguista americano, Avram Noam Chmsky, que elaborou a lista das “10 estratégias de manipulação” através da comunicação social:

1- A ESTRATÉGIA DA DISTRACÇÃO.

O elemento primordial do controle social é a estratégia da distracção queconsiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distracções e de informações insignificantes. A estratégia da distracção é igualmente indispensável para impedir o povo de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área das ciências, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à quinta como os outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranquilas')".

2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.

Este método também é chamado "problema-reacção-solução". Cria-se um problema, uma "situação" prevista para causar certa reacção no público, a fim de que este tenha a percepção que participou nas medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público exija novas leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou ainda: criar uma crise económica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.

Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-lagradualmente, a conta-gotas, durante anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconómicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários baixíssimos, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.

Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a deapresentá-la como sendo "dolorosa e necessária", obtendo a aceitaçãopública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar umsacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforçonão é aplicado imediatamente. Segundo, porque o público - a massa –tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá vir a ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se à ideia da mudança e de aceitá-la com resignação quando chegar o momento.

5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO SE DE CRIANÇAS SE TRATASSEM

A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso,argumentos, personagens e entoação particularmente infantis, muitas vezes próximos da debilidade mental, como se cada espectador fosse uma criança de idade reduzida ou um deficiente mental. Quanto mais se pretende enganar ao espectador, mais se tende a adoptar um tom infantilizante. Porquê? "Se você se dirigir a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a dar uma resposta ou reacção também desprovida de um sentido crítico como a deuma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver "Armas silenciosas paraguerras tranquilas")".

6- UTILIZAR MUITO MAIS O ASPECTO EMOCIONAL DO QUE A REFLEXÃO.

Fazer uso do discurso emocional é uma técnica clássica para causar umcurto circuito na análise racional, e pôr fim ao sentido critico dosindivíduos. Além do mais, a utilização do registo emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para incutir ideias, desejos, medos etemores, compulsões, ou induzir comportamentos...

7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.·

Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para o seu controle e escravidão. "A qualidade daeducação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre emedíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores e as classes sociais superiores seja e permaneça impossível de eliminar (ver 'Armas silenciosas para guerras tranquilas')".

8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.

Promover no público a ideia de que é moda o facto de se ser estúpido,vulgar e inculto...

9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE.

Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própriadesgraça, por causa da insuficiência da sua inteligência, de suascapacidades, ou do seu esforço. Assim, ao invés de revoltar-se contra osistema económico, o indivíduo autocritica-se e culpabiliza-se, o que gera um estado depressivo, do qual um dos seus efeitos mais comuns, é a inibição da acção. E, sem acção, não há revolução!

10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.

No decorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têmgerado um crescente afastamento entre os conhecimentos do público e os possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, àneurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" tem desfrutado de umconhecimento avançado do ser humano, tanto física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos sobre si próprios.

Enviado pela própria Deolinda Machado

Nela

Maio vai ser de luta ...e vai contínuar...






JOSÉ... ABRIL FOI TRISTE, MAIO VAI SER DE LUTA E EM JUNHO A LUTA CONTINUA!

25 de Abril
Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo


Sophia de Mello Breyner Andresen


http://2.bp.blogspot.com/-hkLw8d7ih0E/T%20...%201%255D.jpg



EM MAIO



ZECA AFONSO
Maio maduro Maio

Maio maduro Maio

Quem te pintou
Quem te quebrou o encanto
Nunca te amou
Raiava o Sol já no Sul
E uma falua vinha
Lá de Istambul



Sempre depois da sesta
Chamando as flores
Era o dia da festa
Maio de amores
Era o dia de cantar
E uma falua andava
Ao longe a varar



Maio com meu amigo
Quem dera já
Sempre depois do trigo
Se cantará
Qu'importa a fúria do mar
Que a voz não te esmoreça
Vamos lutar



Numa rua comprida
El-rei pastorVende o soro da vida
Que mata a dor
Venham ver, Maio nasceu
Que a voz não te esmoreça
A turba rompeu



Nota à Comunicação Social


GREVE NACIONAL DA FUNÇÃO PÚBLICA:
A HORA É AGORA!



A Greve Nacional da Função Pública, convocada pela Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública, para 6 de Maio, a que se juntaram já o Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa, a Federação Nacional dos Médicos e o Sindicato dos Trabalhadores dos Estabelecimentos Fabris das Forças Armadas, é INDISPENSÁVEL e IMPERIOSA, no momento presente.
Indispensável, para afirmar com convicção que os trabalhadores da Função Pública, não suportam novos ataques às suas condições de trabalho e de vida, já de si tão degradadas.
Imperiosa, porque é neste momento que estão a ser preparadas gravíssimas medidas contra os trabalhadores que justificam uma resposta firme e imediata.
O plano de “ajuda” a Portugal, para supostamente resolver os problemas da dívida externa do país, que Governo PS, partidos da direita, Fundo Monetário Internacional e União Europeia, estão a preparar, não mais é do que um novo instrumento para retirar mais direitos aos trabalhadores portugueses em geral e aos da Função Pública em particular.
Apesar dos desmentidos do Governo que nesta encenação assumiu o papel de “polícia bom”, os trabalhadores da Função Pública poderão vir a ser confrontados com novas e mais duras medidas que porão ainda mais em causa o emprego, os salários e as prestações sociais:
-O emprego, porque o dito plano de “ajuda” visa reduzir a Administração Pública às chamadas funções de soberania, privatizando tudo o que são funções sociais do Estado, nomeadamente no âmbito da Educação, da Saúde e da Segurança Social;
-Os salários, porque em cima das reduções reais anuais, para todos os trabalhadores, decorrentes da ausência de aumentos, do aumento dos descontos para a CGA e dos cortes verificados já este ano, perspectivam-se agora novas reduções nominais nos salários e o pagamento dos subsídios de férias e de natal, em parte ou no todo, em certificados do Tesouro;
-As prestações sociais, porque para além das reduções já verificadas, por exemplo nos nas pensões de aposentação e de reforma e nos abonos de família, a avaliar pelo que já foi revelado, serão um alvo preferencial de novas medidas de “poupança”.
Ao mesmo tempo, os impostos sobre o trabalho e as pensões, e o custo de vida, aumentam a olhos vistos, atirando os trabalhadores da Função Pública para níveis de vida e de condições de trabalho indignos.







Por isso, a GREVE NACIONAL DA FUNÇÃO PÚBLICA É PARA AGORA!


É preciso travar este processo que só ataca quem menos tem e atira Portugal para a ruína.
Só com a luta, os trabalhadores da Função Pública serão capazes de defender os seus direitos,
travar a degradação das suas condições de vida e de trabalho e impedir que a Administração Pública seja destruída.
De acordo com o Aviso Prévio de Greve já divulgado pela Federação, esta greve abrangerá os trabalhadores da Administração Central e Regional, directa e indirecta do Estado e nomeadamente dos estabelecimentos de ensino da rede pública, sob a tutela das autarquias locais.



Lisboa, 28 de Abril de 2011
O Gabinete de Informação
da FNSFP


PARA JUNHO

O programa eleitoral do José...

‘Mais Eu, Mais de Mim, Mais do Mesmo’.

PARA CONTRARIA O PROG. DO JOSÉ...

A RC pronuncia-se sobre o Momento Político, Eleições e o Resgate da Dívida
Perante a gravidade da situação, há que unir esforços dos trabalhadores, dos democratas e da esquerda em defesa do Estado Social.
É particularmente crítica para a grande maioria dos portugueses a crise política e financeira que o país atravessa.
Estão em causa a arquitectura do Estado, a segurança social pública, a Escola Pública e o SNS construídos pelo esforço de gerações e gerações de trabalhadores.
Poderão ser muito agravadas as condições do emprego, os direitos contratuais dos trabalhadores e a autonomia de decisão dos órgãos de soberania.
No quadro do processo eleitoral, agora em desenvolvimento, poderá a direita alcançar a hegemonia do governo e do parlamento.
Mesmo num quadro de Bloco Central, as condições impostas pela "troika" pressionarão para que o governo seja liderado pela direita e o Partido Socialista fique em posição subalterna, facto que pode também pesar na acentuação dos perigos com que nos deparamos.
E há que considerar que à hegemonia da direita se somará o papel negativo do Presidente da República.
São estes os riscos que urge conjurar no futuro próximo.
Para a Renovação Comunista o momento é de reunir forças e criar no país um clima de confiança em que Partido Socialista, PCP, e o BE se comprometam num perímetro mínimo de defesa da democracia e das prestações sociais do Estado para disputar nas melhores condições as batalhas que se avizinham. Perímetro esse definidor dos príncipios políticos que qualquer das formações à esquerda nunca deveria violar, qualquer que seja o contexto político e os arranjos de governo e parlamentares que venham a suceder-se e qualquer que seja o clima de divergência que exista entre as forças de esquerda.
Não é esta a altura de discutir as condutas na última legislatura, sobre as quais a História por certo fará um dia a sua avaliação. Não é altura de discutir as divergências e os cálculos que motivaram a queda do governo do Partido Socialista sem cuidar das condições ulteriores de reforço à esquerda da correlação de forças e precipitaram o pedido de intervenção do FMI.
Agora, do que se trata, num contexto inteiramente novo, é de controlar os danos que irão decorrer do resgate e reconstruir as linhas de defesa para que os principais esteios da economia pública sejam preservados e preparar as condições para lançar a superação da grave crise económica que afecta os trabalhadores e as classes intermédias. E agir ao mesmo tempo com uma estratégia que altere a correlação de forças nos órgãos da União Europeia, convocando para mais democracia, maior relevo ao papel do Parlamento Europeu, e pugnando por mais coesão social e maior estímulo ao desenvolvimento solidário. A superação da crise é indissociável do necessário processo de reconfiguração supranacional quanto ao projecto e às instâncias directivas da Europa.
Para a Renovação Comunista, não é indiferente quem possa estar na frente da negociação com as instâncias supranacionais, o FMI, a UE e o BCE. É urgente tomar consciência de que essa negociação implica firmeza da parte portuguesa para que cada serviço público, cada emprego, cada trincheira democrática e social sejam defendidas como se em cada uma delas se jogasse todo o futuro e todas as esperanças dos trabalhadores e dos portugueses. E provavelmente implica lançar um processo de renogociação dos prazos e dos juros da dívida.
É particularmente simbólico a este nível o empenhamento na defesa do carácter público do principal banco, a Caixa Geral de Depósitos.
Face ao quadro muito difícil e dividido em que a esquerda se apresenta, é pelo menos essencial que o Partido Socialista se comprometa publicamente com a defesa de uma economia social onde prevaleça a perspectiva de promoção do SNS, da escola pública, da segurança social pública e do trabalho com direitos. Uma economia pública e social decerto carente de relançamento e reforma mas onde reforma e relançamento nunca poderão acontecer se não se evitar entretanto o seu desmantelamento. E os riscos de desmantelamento e de grave retrocesso social são bem depreensíveis do programa da direita, de resto articulável com os propósitos das instâncias supranacionais.
Para a Renovação Comunista, deveria o Partido Socialista tornar claro que se baterá pela defesa de um polo significativo da economia pública não só essencial à valorização do força de trabalho por via das prestações sociais, mas igualmente necessário ao desenvolvimento económico e à criação de emprego.
Sem dúvida que os princípios de uma democracia económica e social carecem de soluções políticas que agreguem as forças que mais empenhadamente se batem por eles e não se constroem com os seus adversários. É porém muito importante que, numa situação com enormes condicionantes e pressões, possam os eleitores socialistas ajuizar de qual é o espaço e a credibilidade do Partido Socialista para se constituir em parceiro que conte sobretudo nos contextos adversos que irão colocar-se. Os portugueses e os socialistas não podem deixar de querer ver clarificado se é este ou não o sentido da acção do Partido Socialista.
Não é igualmente indiferente perceber-se com que apoios e compromissos internos vai o Partido Socialista disputar o próximo quadro parlamentar, se enraíza ou não o seu discurso nos valores sociais da economia pública e se mobiliza os seus quadros mais comprometidos com a visão social do Estado e da economia.
Se for este o sentido perceptível da acção do Partido Socialista, reabrir-se-iam espaços a possíveis entendimentos à esquerda, ao menos em termos de resistência à ofensiva da direita.
E seria um sinal muito importante para que os eleitores de esquerda se posicionassem para participar nas batalhas dos próximos tempos e se reforçasse assim uma frente ampla para liderar a resposta à actual situação.
É igualmente desejável que à esquerda do Partido Socialista se encontre um novo equilíbrio entre o que é o seu projecto de mobilização popular e a necessidade de agir no âmbito do Estado para a defesa de todas as trincheiras que irão ser postas em causa pela negociação que está em curso.
Para a Renovação Comunista um resultado eleitoral favorável depende muito da criação de um clima de diálogo entre as várias formações de esquerda e com o Partido Socialista, por forma a compreender-se como será útil o voto nestas forças para responder aos graves perigos que o país enfrenta.
Mesmo sem entendimentos parlamentares ou de governo minimamente coerentes é imperioso que o resultado eleitoral produza uma maioria aritmética do PS, PCP e BE na futura Assembleia da República.
A mera existência de um perímetro de partilha de valores sociais e económicos mínimos por todas as partes constituiria já um sinal de capacidade por parte dos partidos de esquerda para entenderem o que é essencial e daria um impulso à mobilização eleitoral para travar a operação de conquista do governo pela direita.
Embora o momento seja de defesa inquestionável de todas os activos sociais e económicos do nosso sistema democrático, e assim frustrar a operação relâmpago que a direita e as instâncias supranacionais se preparam para aplicar, não pode a Renovação Comunista deixar de insistir em que a verdadeira superação da crise que a todos ameaça estará igualmente na capacidade de se preparar uma contra-ofensiva no plano do desenvolvimento económico em novos moldes, em articulação com a reconstrução do diálogo entre as esquerdas.
Um projecto de mudança deve contemplar um plano de promoção do emprego, onde a riqueza produzida cresça e se mobilize a criatividade dos trabalhadores. Uma nova mobilização da força laboral só é possível se houver lugar a um compromisso social na produção para uma nova partilha do valor acrescentado, ligando a retribuição do trabalhador ao valor da produção, designadamente e desde logo em sectores importantes da economia pública.
Só em moldes renovados de operação da economia se poderá em última análise encontrar a resposta para a crise que o capitalismo engendrou. Resposta essa que dependerá da possibilidade de ser formado um polo financeiro público inalianável que alavanque o relançamento económico e apoie soluções inovadoras e alternativas.
A posição agora divulgada pela Renovação Comunista procura contribuir para que o resultado a alcançar nas próximas eleições seja positivo. Portugal precisa que o Partido Socialista e o conjunto da esquerda, à luz da Constituição da República que a direita visa anular, honrem a sua natureza de forças construtoras de uma democracia política, económica e social ao lado das classes trabalhadoras e das classes intermédias. Precisa de maior capacidade de combate em todos os órgãos do Estado para que um conjunto de valores sociais sejam preservados e se possa a partir daí proceder a uma real reconfiguração económica e política e a uma verdadeira alternativa para o desenvolvimento do nosso país. O que não se alcança através da abstenção ou do recurso ao voto em branco, decerto legítimos, mas hoje insusceptíveis de abrir o caminho a qualquer mudança. Só o voto à esquerda o conseguirá, de acordo com a opção de cada eleitor.


Sérgio Ribeiro