Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2012

9 de Fevereiro - Anos de Agusta - viúva de Manuel Cunha



Minha Sogra Mãe,



Gostaria de lhe dizer muitas coisas bonitas, cheias de bondade, esperança, carinho...porque é e sempre foi uma mulher GRANDE, corajosa, generosa e amiga do seu semelhante!

Que a idade não tenha reflexos de desmoronamento, mas antes, de enfrentar mais um desafio contra tudo quanto seja negativo e desmoralizante!

Tem muito que vencer...caminhar...não esmorecer e, vencer o adormecimento a que a idade conduz...em lentidão...mas nunca em solidão!

A primavera está aí pronta a recebê-la, a olhá-la e a vigiá-la! As flores do seu canteiro a esperam...assim como nós também esperamos que cuide delas, e ... muito também, de nós, seus filhos, netos e bisnetos.

Todos já somos muitos...e todos também a amamos como se ama uma flor especial que nasceu neste dia, num canteiro algures plantado, por uma mãe, como a mãe, que não descura os seus rebentos.

Agradecemos por estar connosco...só assim nos completamos e somos felizes!

É a rainha dos Álamos!

Beijinhos e abraços por esta primavera e por outras que se seguirão, é o que toda a sua árvore, a árvore que deu frutos, que somos todos nós, lhe desejamos.


PARABÉNS MÃE PELOS SEUS VIGOROSOS 83 ANOS!




A nora Nela

AI, NÃO! NOS CALAM !!!

https://www.youtube.com/watch?v=aUfU0nf1kpw&feature=player_embedded

Sérgio Ribeiro

Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2012

CGTP - O novo líder - ARMÉNIO CARLOS -





Sai Carvalho da Silva e entra Arménio Carlos.

Sai quem dignificou o sindicalismo durante muitos anos e entra um novo líder.



E o novo líder começa com um bom discurso de enorme combatividade.

Aparentemente um osso duro de roer.


Volta a linguagem da luta de classes e as justas críticas ao triste acordo assinado pela UGT.


O estilo fez-me lembrar Álvaro Cunhal.


Não sei se isso é bom, se é mau.


O tempo o dirá.



in o MacLoulé.

Sérgio Ribeiro

Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012

A pobreza do Sr. Presidente de Boliqueime!









Ao que chegou ...




Vamos ser solidários com o Sr. Aníbal de Boliqueime!


Sempre que passar por Belém, lance uma moeda de um cêntimo para o jardim do Sr Silva!





S. R.

GIMARÃES 2012 - CAPITAL DA CULTURA









21 de janeiro: É o arranque oficial da Capital Europeia da Cultura (CEC). O programa da Capital Europeia da Cultura divide-se por mais de 600 espetáculos.







Guimarães será a principal estrela da companhia, com aposta nas residências artísticas e na produção feita na cidade.







S. R.

Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2012

PAUL DE GRAUWE




O economista belga elege a Alemanha como o maior perdedor com o fim da zona euro
Paul de Grauwe:


"Os portugueses é que estão a pagar aos alemães"

Paul de Grauwe chama incompetente ao BCED.R.31/12/2011 00:00 Dinheiro Vivo
Paul de Grauwe tem uma visão diferente da crise da zona euro. São os contribuintes portugueses que estão a dar dinheiro aos alemães e não o contrário. Professor de Economia Internacional da Universidade Católica de Lovaina e conselheiro da Comissão Europeia, admite que Portugal nunca beneficiou realmente com o euro, mas desaconselha uma saída. Para o BCE não tem meias-palavras: ou são incompetentes ou estão a ser guiados por objectivos obscuros.
Em um ano, a zona euro estará mais integrada ou perto da separação?

É difícil saber. Estamos perante uma bifurcação. Podem acontecer duas coisas: uma implosão completa, com recessão e crises bancárias, ou os Estados membros e o BCE decidem fazer o mais correcto e evitam o colapso. Sou optimista; acredito no segundo cenário, mas não excluo o outro.
Mas o fim do euro é plausível?

A zona euro continua frágil e pode desintegrar-se, mas temos os meios para o evitar. Tudo depende do empenho de quem está no poder. Se colapsar é porque as pessoas em posições-chave o quiseram.
Algum país beneficiaria com isso?

Não. No longo prazo, talvez. Países como a Grécia poderiam desvalorizar a moeda, o que estimularia a economia. Mas seria muito disruptivo, principalmente para a banca. No curto e médio prazo, ninguém beneficiaria.
Nem a Alemanha?

Países como a Alemanha seriam os verdadeiros prejudicados. Essas economias beneficiaram antes da crise, com a acumulação de excedentes externos e forte crescimento. Durante a crise têm sido os que mais ganham. Estão a endividar-se quase de graça. A Alemanha pede emprestado de graça e depois empresta-vos, com um bom lucro, não é? Na Alemanha ouve-se que os contribuintes pagam aos portugueses, mas é o contrário. Os portugueses é que pagam aos alemães. Se tudo colapsar, perderão imenso.
Portugal continua a beneficiar por estar na zona euro?

Não sei se alguma vez beneficiou verdadeiramente. No futuro, Portugal poderá viver com a sua própria moeda, mas vai ser difícil passar desta situação para uma divisa própria. O problema é a transição. Será muito traumático e imprevisível. Não sei se seria boa ideia fazê-lo agora.
É inevitável reestruturar a dívida?

Não acho que seja inevitável como na Grécia. Portugal é um país honesto, apesar de ter muitos problemas. Depende das perspectivas de crescimento. Se houver crescimento, não é preciso reestruturar. Por agora, não teriam vantagem em negociar a dívida.
Temos um programa de austeridade muito exigente. É o caminho certo?

É demasiado intenso e duro. Se Portugal o fizesse sozinho talvez resultasse, mas com a Espanha, Itália e França a fazê-lo é muito difícil e não resulta. Além disso, a queda do PIB faz aumentar o rácio de dívida, o que torna os mercados mais nervosos e leva a uma maior pressão deflacionária.
Passos disse que os portugueses têm de empobrecer. Concorda?

É totalmente errado. Os portugueses têm de gastar e aumentar a produção. Reduzir o consumo sem aumentar a produção é empobrecer. A pobreza depende da capacidade produtiva.
Que alternativas deveriam ser seguidas pela Europa?

Bruxelas devia anunciar a extensão dos programas de emergência devido à recessão. Países como a Alemanha e a Holanda deviam interromper a austeridade e estimular o consumo privado, para que os países do Sul consigam sair da crise. Falta vontade ao Norte da Europa para aumentar a despesa. Os países com défices têm de ser ajudados pelos que têm excedentes.
As eurobonds são algum tipo de alternativa ou um pormenor?

Não são uma alternativa nem vão resolver a crise. Contudo, no longo prazo, é importante que sejam criadas para assinalar aos mercados o comprometimento com um projecto. Todos entendem que tem de haver união orçamental e as eurobonds são o primeiro passo nesse sentido.
O Banco Central Europeu (BCE) tem de ter um papel diferente?

Sim. Deve ser um credor de último recurso no mercado de obrigações. O BCE está a dar centenas de milhões de euros aos bancos sem preocupações de "risco moral" e não o faz com obrigações soberanas devido a esse mesmo risco. Se não se resolver a crise da dívida, dar liquidez aos bancos é tentar encher um balde furado. Atacar o problema na fonte seria muito mais eficaz. Infelizmente, o BCE não pensa assim, o que é inexplicável. Estão a ser guiados por questões dogmáticas, em vez de práticas. Só resolvendo a crise se salvam os bancos.
A preocupação do BCE com a inflação está a ir longe de mais?

Que fazem os bancos com a liquidez do BCE? A última coisa que querem é aumentar o crédito; estão a acumular reservas porque têm medo. Não há risco de inflação porque a liquidez fica nos bancos: é pressão zero. É a incompetência completa. Não sabem o que se passa - ou têm objectivos obscuros.
Mario Draghi pode trazer uma perspectiva diferente ?

Ele é uma esfinge: fala, mas não sei o que ele pensa. São puzzles. Sei é que está cheio de medo dos alemães.




Enviado por Sérgio Ribeiro

Terça-feira, 20 de Dezembro de 2011

FELIZ ANO DE 2012 À FAMÍLIA CUNHA

AOS AMIGOS E LEITORES DO LEMMA

FELIZ ANO DE 2012





São os votos do grande amigo Sérgio Ribeiro, colaborador deste blogue Lemma, que aos familiares "Cunha " ele vem aqui manifestar a sua grande e simpática mensagem de Natal!

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Nota :


Ao SÉRGIO RIBEIRO, que pela amizade ímpar que sempre nutriu pelo autor deste blogue - MANUEL CUNHA e sua família - ... a ele ... só nos compete dizer: OBRIGADA AMIGO!!!... e ...


Bom Ano 2012 para ti também!!!



Manuela Ramos Cunha

Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2011

Pai Natal tótó



Rodolfo



A rena com um nariz encarnado entrou na oficina do Pai Natal e disse

Estou farto de ser explorado fazes usura sobre o capital és um gnomo do banqueiro a governar
Sei muito bem que não dás nada a ninguém o que chamas distribuir é pôr outros a pagar
Só que a partir de agora é tudo a dividir!
Tu cortas nos transportes, eu dou-te com os pés
Já não empurro o trenó e grito às chaminés
o Pai Natal é totó.


S. R.

Quarta-feira, 23 de Novembro de 2011

EMPOBRECIMENTO







(Comentário ao Orçamento de Estado de 2012)

EMPOBRECIMENTO

Na Central de Camionagem
Nem riem os namorados,
A tristeza é a bagagem
Em fardos muito pesados.
Os homens passam sisudos,
Mulheres de caras sofridas,
Até os putos vão mudos
E as moças vão mal vestidas.
Os velhos vão desistir
Duma aprazada viagem,
Com os preços a subir
Os sonhos vão na voragem
Entopem as bilheteiras,
Já se contam os tostões,
Não há dinheiro nas carteiras
Foi para o cofre dos ladrões.
Altifalantes calados
Para não gastar energia,
Os passes foram cortados,
Descontos uma razia.
Suprimiram os horários
Por falta de segurança,
Rasgaram os calendários
Para sufocar a esperança.
Camionetas deprimidas
Estão de regresso à garagem
De paredes encardidas
O chão a pedir lavagem.
Voltas «apagada e vil
Tristeza», como lamento!
Em vez da «Pátria de Abril»
Portugal do sofrimento.

Novembro de 2011(Carlos Brito)

Enviado por: Sérgio Ribeiro

Quarta-feira, 16 de Novembro de 2011

Quinta-feira, 10 de Novembro de 2011

Poema de Joaquim Pessoa

Poema de Joaquim Pessoa - Absolutamente recomendável:


Poema de agradecimento à corja

Obrigado, excelências.
Obrigado por nos destruírem o sonho e a oportunidade de vivermos felizes e em paz.
Obrigado pelo exemplo que se esforçam em nos dar de como é possível viver sem vergonha, sem respeito e sem dignidade.
Obrigado por nos roubarem. Por não nos perguntarem nada. Por não nos darem explicações. Obrigado por se orgulharem de nos tirar as coisas por que lutámos e às quais temos direito. Obrigado por nos tirarem até o sono. E a tranquilidade. E a alegria.
Obrigado pelo cinzentismo, pela depressão, pelo desespero.
Obrigado pela vossa mediocridade. E obrigado por aquilo que podem e não querem fazer. Obrigado por tudo o que não sabem e fingem saber.
Obrigado por transformarem o nosso coração numa sala de espera.
Obrigado por fazerem de cada um dos nossos dias um dia menos interessante que o anterior. Obrigado por nos exigirem mais do que podemos dar.
Obrigado por nos darem em troca quase nada.
Obrigado por não disfarçarem a cobiça, a corrupção, a indignidade. Pelo chocante imerecimento da vossa comodidade e da vossa felicidade adquirida a qualquer preço. E pelo vosso vergonhoso descaramento.
Obrigado por nos ensinarem tudo o que nunca deveremos querer, o que nunca deveremos fazer, o que nunca deveremos aceitar.
Obrigado por serem o que são.
Obrigado por serem como são. Para que não sejamos também assim. E para que possamos reconhecer facilmente quem temos de rejeitar.
Joaquim Pessoa ---------------------------------------------------
Joaquim Pessoa nasceu no Barreiro em 1948. Iniciou a sua carreira no Suplemento Literário Juvenil do Diário de Lisboa. O primeiro livro de Joaquim Pessoa foi editado em 1975 e, até hoje, publicou mais de vinte obras incluindo duas antologias. Foram lhe atribuídos os prémios literários da Associação Portuguesa de Escritores e da Secretaria de Estado da Cultura (Prémio de Poesia de 1981), o Prémio de Literatura António Nobre e o Prémio Cidade de Almada. Poeta, publicitário e pintor, é uma das vozes mais destacadas da poesia portuguesa do pós 25 de Abril, sendo considerado um "renovador" nesta área. O amor e a denúncia social são uma constante nas suas obras, e segundo David Mourão Ferreira, é um dos poetas progressistas de hoje mais naturalmente de capazes de comunicar com um vasto público. Bibliografia: "O Pássaro no Espelho", "A Morte Absoluta", "Poemas de Perfil", "Amor Combate", "Canções de Ex cravo e Malviver", "Português Suave", "Os Olhos de Isa", "Os Dias da Serpente", "O Livro da Noite", "O Amor Infinito", "Fly", "Sonetos Perversos", "Os Herdeiros do Vento", "Caderno de Exorcismos", "Peixe Náufrago", "Mas.", "Por Outras Palavras", "À Mesa do Amor", "Vou me Embora de Mim".

Nela

Segunda-feira, 24 de Outubro de 2011

TABACO



Enviado: Sérgio Ribeiro

MANIFESTO

Um manifesto de grande indignação!

Sr. primeiro-ministro, depois das medidas que anunciou sinto uma força a crescer-me nos dedos e uma raiva a nascer-me nos dentes, como diria o Sérgio Godinho. V. Exa. dirá que está a fazer o que é preciso.
Eu direi que V.Exa. faz o que disse que não faria, faz mais do que deveria e faz sempre contra os mesmos. V.Exa. disse que era um disparate a ideia de cativar o subsídio de Natal.
Quando o fez por metade disse que iria vigorar apenas em 2011. Agora cativa a 100% os subsídios de férias e de Natal, como o fará até 2013.
Lançou o imposto de solidariedade. Nada disto está no acordo com a troika. A lista de malfeitorias contra os trabalhadores por conta de outrem é extensa, mas V.Exa. diz que as medidas são suas, mas o défice não.
É verdade que o défice não é seu, embora já leve quatro meses de manifesta dificuldade em o controlar. Mas as medidas são suas e do seu ministro das Finanças, um holograma do sr. Otmar Issing, que o incita a lançar uma terrível punição sobre este povo ignaro e gastador, obrigando-o a sorver até à última gota a cicuta que o há-de conduzir à redenção.
Não há alternativa? Há sempre alternativa mesmo com uma pistola encostada à cabeça. E o que eu esperava do meu primeiro-ministro é que ele estivesse, de forma incondicional, ao lado do povo que o elegeu e não dos credores que nos querem extrair até à última gota de sangue.
O que eu esperava do meu primeiro-ministro é que ele estivesse a lutar ferozmente nas instâncias internacionais para minimizar os sacrifícios que teremos inevitavelmente de suportar.
O que eu esperava do meu primeiro-ministro é que ele explicasse aos Césares que no conforto dos seus gabinetes decretam o sacrifício de povos centenários que Portugal cumprirá integralmente os seus compromissos — mas que precisa de mais tempo, melhores condições e mais algum dinheiro.
Mas V.Exa. e o seu ministro das Finanças comportam-se como diligentes directores-gerais da troika; não têm a menor noção de como estão a destruir a delicada teia de relações que sustenta a nossa coesão social; não se preocupam com a emigração de milhares de quadros e estudantes altamente qualificados; e acreditam cegamente que a receita que tão mal está a provar na Grécia terá excelentes resultados por aqui. Não terá. Milhares de pessoas serão lançadas no desemprego e no desespero, o consumo recuará aos anos 70, o rendimento cairá 40%, o investimento vai evaporar-se e dentro de dois anos dir-nos-ão que não atingimos os resultados porque não aplicámos a receita na íntegra.
Senhor primeiro-ministro, talvez ainda possa arrepiar caminho. Até lá, sinto uma força a crescer-me nos dedos e uma raiva a nascer-me nos dentes.

(Nicolau Santos, Expresso, 15/10/2011)
Enviado Sérgio Ribeiro

Quinta-feira, 13 de Outubro de 2011

O Silva das vacas...



Foto net



O Silva das Vacas

Algumas das reminiscências da minha escola primária têm a ver com vacas. Porque a D.ª Albertina, a professora, uma mulher escalavrada e seca, mais mirrada que uva-passa, tinha um inexplicável fascínio por vacas.
Primavera e vacas.
De forma que, ora mandava fazer redacções sobre a primavera, ora se fixava na temática da vaca.
A vaca era, assim, um assunto predilecto e de desenvolvimento obrigatório, o que, pela sua recorrência, se tornava insuportavelmente repetitivo.
Um dia, o Zeca da Maria “gorda”, farto de escrever que a vaca era um mamífero vertebrado, quadrúpede ruminante e muito amigo do homem a quem ajudava no trabalho e a quem fornecia leite e carne, blá, blá, blá, decidiu, num verdadeiro impulso de rebelião criativa, explicar a coisa de outra forma.
E, se bem me lembro ainda, escreveu mais ou menos isto:
“A vaca, tal como alguns homens, tem quatro patas, duas à frente, duas atrás, duas à direita e duas à esquerda.
A vaca é um animal cercado de pêlos por todos os lados, ao contrário da península que só não é cercada por um.
O rabo da vaca não lhe serve para extrair o leite, mas para enxotar as moscas e espalhar a bosta.
Na cabeça, a vaca tem dois cornos pequenos e lá dentro tem mioleira, que o meu pai diz que faz muito bem à inteligência e, por não comer mioleira, é que o padre é burro como um tamanco.
Diz o meu pai e eu concordo, porque, na doutrina, me obriga a saber umas merdas de que não percebo nada como as bem-aventuranças.
A vaca dá leite por fora e carne por dentro, embora agora as vacas já não façam tanta falta, porque foi descoberto o leite em pó.
A vaca é um animal triste todo o ano, excepto no dia em que vai ao boi, disse-me o pai do Valdemar “pauzinho”, que é dono do boi onde vão todas as vacas da freguesia.
Um dia perguntei ao meu pai o que era isso da vaca ir ao boi e levei logo um estalo no focinho.
O meu pai também diz que a mulher do regedor é uma vaca e eu também não entendi. Mas, escarmentado, já nem lhe perguntei se ela também ia ao boi.
”Foi assim.
Escusado será dizer que a D.ª Albertina, pouco dada a brincadeiras criativas, afinfou no pobre do Zeca um enxerto de porrada a sério. Mas acabou definitivamente com a vaca como tema de redacção.
Recordei-me desta história da D.ª Albertina e da vaca do Zeca da Maria “gorda”, ao ler que Cavaco Silva, presidente da República desta vacaria indígena, em visita oficial ao Açores, saiu-se a certa altura com esta pérola vacum:
“Ontem eu reparava no sorriso das vacas, estavam satisfeitíssimas olhando o pasto que começava a ficar verdejante”!
Este homem, que se deixou rodear, no governo, pelo que viria a ser a maior corja de gatunos que Portugal politicamente produziu; este homem, inculto e ignorante, cuja cabeça é comparada metaforicamente ao sexo dos anjos; este político manhoso que sentiu necessidade de afirmar publicamente que tem de nascer duas vezes quem seja mais honesto que ele; este “cagarola” que foi humilhado por João Jardim e ficou calado; este homem que, desgraçadamente, foi eleito presidente da República de Portugal, no momento em que a miséria e a fome grassam pelo país, em que o desemprego se torna incontrolável, em que os pobres são miseravelmente espoliados a cada dia que passa, este homem, dizia, não tem mais nada para nos mostrar senão o fascínio pelo “sorriso das vacas”, satisfeitíssimas olhando o pasto que começava a ficar verdejante”! Satisfeitíssimas, as vacas?!
Logo agora, em tempos de inseminação artificial, em que as desgraçadas já nem sequer dispõem da felicidade de “ir ao boi”, ao menos uma vez cada ano!
Noticiava há dias o Expresso que, há mais ou menos um ano e aquando de uma visita a uma exploração agrícola no âmbito do Roteiro da Juventude, Cavaco se confessou “surpreendidíssimo por ver que as vacas, umas atrás das outras, se encostavam ao robô e se sentiam deliciadas enquanto ele, durante seis ou sete minutos, realizava a ordenha”!
Como se fosse possível alguma vaca poder sentir-se deliciada ao passar seis ou sete minutos com um robô a espremer-lhe as tetas!!
Não sei se o fascínio de Cavaco por vacas terá ou não uma explicação freudiana.
É possível.
Porque este homem deve julgar-se o capataz de uma imensa vacaria, metáfora de um país chamado Portugal, onde há meia-dúzia de “vacas sagradas”, essas sim com direito a atendimento personalizado pelo “boi”, enquanto as outras são inexoravelmente “ordenhadas”!
Sugadas sem piedade, até que das tetas não escorra mais nada e delas não reste senão peles penduradas, mirradas e sem proveito.
A este “Américo Tomás do século XXI” chamou um dia João Jardim, o “sr. Silva”. Depreciativamente, conforme entendimento generalizado.
Creio que não. Porque este homem deveria ser simplesmente “o Silva”.

O Silva das vacas. Presidente da República de Portugal.
Desgraçadamente.
(Luís Manuel Cunha in Jornal de Barcelos de 05 de Outubro de 2011.)



Enviado por Sérgio Ribeiro

Terça-feira, 11 de Outubro de 2011

IVA a 23% e SALÁRIOS MÍNIMOS



Afirma o Sr Ministro das Finanças que o aumento da taxa do IVA para 23% nas facturas do gás e da electricidade é o que se pratica na maioria dos países europeus.



Então comparemos também os SALÁRIOS MÍNIMOS NA EUROPA:



Suíça - 2.916,00€

Luxemburgo - 1.757,56€

Irlanda - 1.653,00€

Bélgica - 1.415,24€

Holanda - 1.400,00€

França - 1.377,70€

Reino Unido - 1.035,00€

Espanha - 748,30€

Portugal - 485,00€


Estarão a brincar connosco???



Enviado por Miguel Cunha